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Acervo RR
Há pouco mais de três anos, insatisfeito com os resultados do negócio, o empresário Marcos Ribeiro Leite chegou a pensar em vender a CSU Contact, braço de call center da CSU. Agora o que mais lhe incomoda é justamente o oposto, ou seja, a crescente participação da subsidiária nos resultados da holding. Tudo porque, aos olhos de Marcos Ribeiro e de seus pares na direção, esta é uma expansão de Pirro, que decorre não apenas por mérito da CSU Contact, mas também por conta da sucessiva perda de fôlego da principal operação do grupo: a processadora de cartões CSU CardSystem. Há dois anos, a empresa era responsável por aproximadamente 60% do faturamento da CSU. No terceiro trimestre deste ano, pela primeira vez na história a companhia foi superada pelo antigo patinho feio da família. Sua receita no período correspondeu a 49,9% das vendas totais do conglomerado, contra 50,1% da CSU Contact. O declínio da CardSystem deve se acentuar nos próximos meses. Segundo informações filtradas junto a própria CSU, a estimativa interna é que esta fatia caia para perto de 45% no primeiro trimestre deste ano, mesmo com a incorporação da carteira da Sicredi, rede que reúne mais de cem cooperativas de crédito com cerca de 800 mil cartões emitidos. Diante deste cenário, Marcos Ribeiro vai transformar seu cartão de crédito em uma navalha. De acordo com uma fonte ligada ao grupo, a CSU CardSystem vai entrar em uma temporada de cortes operacionais e mudanças na gestão. Procurada pelo RR, a CSU negou a reestruturação. Nos últimos dois anos, o faturamento da CSU Contact subiu aproximadamente 31%. Parte do impacto deste salto da divisão de call center foi diluído pelo emagrecimento da processadora de cartões, que se intensificou no mesmo período. Entre julho e setembro de 2009 e igual intervalo de tempo neste ano, o faturamento da CSU CardSystem caiu quase 15%. Esta retração teria sido acompanhada de um significativo encolhimento das margens.
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