Johnson & Johnson corta a própria carne no Brasil - Relatório Reservado

Acervo RR

Johnson & Johnson corta a própria carne no Brasil

  • 4/01/2012
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Haja band-aid para fechar as cicatrizes na Johnson & Johnson no Brasil. A presidente da subsidiária brasileira, Maria Eduarda Kertesz, que assumiu o cargo em abril, tornou-se sinônimo de má notícia na empresa. Após anunciar internamente um corte de aproximadamente 20% nos investimentos previstos para a ampliação da fábrica de São José dos Campos, inicialmente estimados em US$ 200 milhões, a executiva será a feitora de novas medidas impopulares impostas pela matriz. Segundo informações filtradas da própria companhia, os norteamericanos embalam diversas medidas para cortar os custos da filial, considerados incompatíveis com os atuais níveis de rentabilidade da companhia. A meta é reduzir as despesas operacionais em até 15% ao longo de 2012. De acordo com a fonte ouvida pelo RR, que está no epicentro da reestruturação das operações do grupo no país, a medida inclui o enxugamento de cargos de diretoria e de gerência. A Johnson & Johnson também decidiu diminuir o número de produtos que serão lançados no Brasil em 2012. Procurada pelo RR, a empresa não quis se pronunciar. A olho nu, os resultados da Johnson & Johnson no Brasil podem soar como um paradoxo em relação a s medidas que estão por vir. Em termos de faturamento, a subsidiária é hoje a segunda maior operação do grupo em todo o mundo, perdendo apenas para a própria matriz. No mercado brasileiro, a empresa é líder nos segmentos de cuidados femininos, produtos bucais, linha infantil, curativos e protetores solares. Nos últimos três anos, o crescimento médio da receita ficou em torno de 25%. No entanto, não são exatamente estes números que guiam as decisões dos norte-americanos. O que mais lhes preocupa é a rentabilidade da subsidiária brasileira, em queda desde a gestão anterior a  de Maria Eduarda Kertesz. A então presidente da empresa no Brasil, Suzan Ribetti – que caiu para cima ao assumir a vice-presidência para América Latina = adotou uma estratégia que se revelou camicase. Premida pela concorrência – principalmente com Procter & Gamble e Kimberly-Clark – por um período de tensas negociações com o varejo, reduziu significativamente as margens de lucro da companhia. Conseguiu entregar a  sua sucessora uma empresa líder em diversos segmentos, mas com rentabilidade cadente.

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