Sonda caminha a passos largos para a prateleira - Relatório Reservado

Acervo RR

Sonda caminha a passos largos para a prateleira

  • 3/01/2012
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Será que os irmãos Delcir e Idi Sonda ainda têm punch, sangue nas veias e interesse suficientes para permanecer no varejo e duelar com os grandes grupos do setor, cada vez mais encorpados por fusões e aquisições? Esta é a pergunta que os próprios executivos dos Supermercados Sonda têm feito entre si recorrentemente. Dentro da empresa, a percepção é que, nos últimos meses, a dupla de empresários vem se dedicando com afinco cada vez maior a outros negócios em detrimento da rede varejista. Delcir está seduzido pelos lucros da bola. Por meio da DIS, tornou-se um dos mais poderosos – e contestados – agentes do futebol brasileiro. Entre outros, detém os direitos federativos de Neymar e Ganso. Idi, por sua vez, tem deslocado boa parte de seus investimentos para o mercado imobiliário. Para os diretores do Sonda, a diversificação de negócios é mais do que sintomática. A interpretação é que os dois irmãos estão preparando o terreno para vender a empresa e deixar o varejo. O principal motivo seria a crescente dificuldade de concorrer com os maiores players do setor. Os investimentos em expansão feitos nos últimos anos não teriam se revertido no aumento da rentabilidade e no crescimento de market share dentro dos patamares esperados. Procurado pelo RR, o Sonda negou a venda do controle e que seus acionistas têm transferido investimentos para outros negócios. Caso os irmãos se decidam efetivamente pela saída do varejo, candidatos ao negócio não faltam. De acordo com uma fonte próxima ao Sonda, o Walmart não sai da boca do caixa da empresa. Em pouco mais de um ano, teria apresentado duas ofertas pela companhia. No entanto, o valor máximo de R$ 700 milhões ainda estaria abaixo do dote pedido pelos irmãos Sonda. Mais recentemente, os norte- americanos ganharam a concorrência da Cencosud. Os chilenos também demonstraram interesse na aquisição da rede de supermercados paulista. Segundo a mesma fonte, os irmãos Delcir e Idi só começam a conversar com propostas na casa de R$ 1 bilhão. Trata-se de uma cifra exagerada para os padrões do setor. Equivale a mais de 60% do faturamento da empresa no ano passado – cerca de R$ 1,6 bilhão. Para efeito de comparação, há pouco mais de um mês, o próprio Cencosud pagou R$ 875 milhões pelo Prezunic, o correspondente a pouco mais de um terço da receita da rede fluminense.

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