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Acervo RR
A definição de core business é algo muito amplo para o Grupo JB Duarte. A empresa – que, nos últimos anos, abandonou seu negócio de origem, o esmagamento de soja e a produção de óleo vegetais, deu uma guinada de 180 graus e rumou para o setor imobiliário – está desembarcando no mercado de mineração. Fechou ontem sua associação a um grupo de investidores para a produção de grafite na Bahia e no Rio Grande do Norte. Na ponta do lápis, as reservas envolvidas na operação estão estimadas em US$ 100 milhões. No entanto, estudos geológicos comprovam que é possível multiplicar esta cifra por dez. O principal atrativo deste segmento é a escassez global do insumo. A extração mundial só consegue atender a um sexto da demanda. Recentemente, o Brasil entrou no mapa dos grandes produtores internacionais por meio da Magnesita, que explora a mina de grafite de Almenara, em Minas Gerais. Nos últimos anos, a JB Duarte, controlada pelo empresário Laodse Duarte, tornou- se uma empresa de participações. Além dos negócios no setor imobiliário, foi dona de 50% da Sueme Metalúrgica e de 34% da Masaflex, fabricante de filtros para os segmentos ferroviário e automotivo. Com o ingresso na área de mineração, pretende duplicar seu faturamento em até três anos – a receita de 2011 deve ficar na casa dos R$ 500 milhões. O projeto para o setor prevê a chegada de outros parceiros. Há negociações com o fundo de investimento norte-americano Global Emerging Markets (GEM), que administra cerca de US$ 3,5 bilhões em recursos.
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