Icap e Ativa Corretora disputam uma briga de foice - Relatório Reservado

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Icap e Ativa Corretora disputam uma briga de foice

  • 21/12/2011
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O centro empresarial Le Monde, na Avenida das Américas 3.500, na Barra da Tijuca, tornou-se cenário de uma das mais acirradas disputas na história recente do mercado de capitais. Seus protagonistas são a inglesa Icap e a Ativa Corretora, ambas com escritórios no mesmo edifício. Já quem chame as duas instituições de os Montecchio e os Capuleto do mercado de valores. O duelo nada tem a ver com a natural concorrência por clientes e recursos. Ambas estão envolvidas em um episódio que mistura intriga, um tiroteio de informações, troca-troca de executivos e vendettas pessoais. O estopim foi o recente processo de enxugamento da Icap no Brasil. Nos últimos dois meses, os britânicos demitiram mais de 60 funcionários, incluindo diversos executivos. Uma parcela deste contingente é formada por profissionais egressos da Ativa. Nada mais natural que batessem a  porta da antiga casa. Desde novembro, alguns deles foram recontratados pela corretora. Até aí seria um movimento comum de mercado. No entanto, o episódio acabou extrapolando o que, em condições normais de temperatura e pressão, seria um simples vai-e-vem de executivos da área financeira. O trocatroca acirrou ainda mais a rivalidade entre a Icap e a Ativa ? que começou em 2008, justamente quando os ingleses fizeram um arrastão e levaram executivos da corretora brasileira. Determinados profissionais recontratados pela Ativa não conseguiram domar seu ressentimento. Os ingleses teriam identificado que alguns deles estariam espalhando no mercado uma série de informações desairosas sobre a Icap, notadamente no que diz respeito a s suas práticas comerciais. Em casos como este é difícil decantar o que é verdade do que é fruto de rancor e mágoa. Em todo o caso, as acusações contra a Icap vão do uso de dumping nas taxas de administração para conquistar clientes pessoas físicas, sobretudo pequenos investidores, até o expediente de atravessar negociações entre concorrentes e grandes investidores institucionais. Esse clima de vingança, contudo, não ficou restrito a  Icap. Espalhou-se também dentro da própria Ativa. Alguns dos repatriados que assumiram posições em áreas-chave da instituição voltaram dispostos a acertar as contas com antigos desafetos. Nas últimas semanas, diversos profissionais da Ativa teriam sido demitidos. Nos corredores da empresa, o clima é de aflição e inconformismo. Há um grande descontentamento pelo fato de os cortes estarem sendo liderados por executivos que viraram a casaca há cerca de três anos falando poucas e boas da Ativa e retornaram cheios de poder. Procuradas pelo RR, Icap e Ativa não quiseram se pronunciar.

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