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Acervo RR
Bateu o arrependimento na Cargill. Sete anos após vender todas as suas operações no mercado brasileiro de suco de laranja para a Cutrale e a Citrosuco, o grupo estuda voltar ao setor. Nesta reencarnação, os norte-americanos pretendem adotar um modelo de negócio diferente. Em vez de entrar no cultivo e na industrialização da laranja, a Cargill vai atuar apenas como trading. O grupo negocia um acordo com a Citrovita e a Citrosuco, que se fundiram no ano passado, para assumir parte de suas operações de venda e de transporte. Não obstante a sua já expressiva inserção no mercado internacional, a dupla brasileira poderá se valer da estrutura logística internacional da Cargill para ampliar suas exportações e alcançar países onde seu produto ainda não é comercializado. Há uma certa confissão de culpa na guinada da Cargill. Em 2004, o grupo decidiu espremer toda a sua operação no mercado brasileiro em razão da cítrica concorrência com as laranjas mais graúdas deste pomar, leiase as próprias Cutrale, Citrovita e Citrosuco. Sete safras depois, os norte-americanos perceberam que é possível manter um pé no país e, em vez de concorrer, aliar-se aos grandes players do setor.
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