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Acervo RR
Deve ter alguma coisa no café que anda atraindo os investidores da área de fast food. A exemplo de Jorge Paulo Lemann, que anda rondando a Starbucks – ver RR edição nº 4.250 -, o argentino Woods Staton também quer aumentar a taxa de cafeína em seus negócios. É bem verdade que, se comparados aos de Lemann, os planos do dono da Arcos Dorados e controlador do McDonald’s na América Latina são bem mais modestos e, por ora, estão restritos a xícaras brasileiras. Staton vai apostar suas fichas na ampliação da McCafé, nascida da costela das lojas de fast food. De acordo com um executivo envolvido diretamente no projeto, o empresário tem uma meta ambiciosa: transformar a companhia na maior rede de cafeterias do país no prazo de um ano. Staton pretende chegar ao fim de 2012 com 150 pontos de venda – hoje são 67 quiosques. A líder do setor no Brasil, a Café do Ponto, leia-se a norte-americana Sara Lee, tem pouco mais de 120 lojas. Local para instalar as futuras cafeterias não lhe falta. Cada uma das mais de 600 lanchonetes do McDonald’s no Brasil é um habitat natural para a abertura de um quiosque do McCafé. Trata-se de um trunfo do qual nenhum concorrente da empresa dispõe, a começar pela própria Starbucks, objeto de desejo de Lemann, que ainda é café pequeno no Brasil – tem apenas 28 lojas. O investimento do Mc- Donald’s será de aproximadamente R$ 150 milhões. A primeira leva de novas lojas e quiosques ficará concentrada em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Woods Staton pretende aproveitar a expansão da rede para aumentar também a venda de produtos licenciados com a marca McCafé. Além da expansão das lojas, o projeto de Staton é ter uma fazenda de café e uma torrefadora próprias no Brasil. No caso dos cafezais, pode pedir uma dica a Armínio Fraga, seu sócio na Arcos Dorados. O ex-presidente do BC foi acionista da Fazenda Ipanema, uma das maiores e mais conceituadas produtoras de café do país.
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