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Acervo RR
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, está alçando voo no Palácio do Planalto. A reação dele a encerrada greve dos funcionários da estatal recebeu loas da presidente Dilma Rousseff, que deu carta branca ao executivo para endurecer na negociação com os sindicalistas e deixar claro que a privatização dos aeroportos é irreversível. A Infraero deverá cancelar concursos programados, lançar um Plano de Demissão Voluntária (PDV) e não exigirá contratações, garantia de emprego ou mesmo um número mínimo de funcionários da Infraero aos consórcios vencedores nas futuras licitações. O objetivo do governo federal é deixar os concessionários a vontade para implementar um modelo privado de gestão. A única exigência será a participação de 49% da estatal no capital do consórcio vencedor. Devido a performance, Gustavo do Vale é visto como um nome preferencial para ser o braço direito do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, e comandar as futuras privatizações dos aeroportos. Vale já tem sido consultado recorrentemente sobre o assunto e é chamado para reuniões que anteriormente a Infraero não participava, como as que tratam da elaboração dos editais dos leilões. Neste caso, a preocupação do governo federal é impedir que interesses corporativistas da estatal contaminem a formulação das regras da privatização.
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