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Acervo RR
Quem te viu, quem te vê. A Enel, que, nos últimos dois anos esteve, por diversas vezes, com um pé fora do Brasil, decidiu reenergizar sua operação no país. Além da intenção de participar da construção de grandes usinas hidrelétricas – ver RR nº 4.056 – o grupo vai investir em geração eólica. Os projetos serão tocados pela Enel Green Power (EGP), seu braço para o setor de energias renováveis. A Enel não pretende mudar o mundo com seus moinhos de vento sozinha. A ideia é formar consórcios com outros investidores, mantendo sempre uma participação majoritária e a primazia de ser a operadora das usinas. O número de geradoras que serão construídas no Brasil ainda depende de uma definição do Conselho de Administração da Enel. No entanto, há um número cabalístico no horizonte dos italianos. A fonte do RR, que conhece cada cabo de eletricidade da empresa no Brasil, garante que o grupo pretende instalar cerca de 500 megawatts até 2014. O desembolso pode chegar a R$ 1 bilhão. Tudo muito bom, tudo muito bem, mas há alguns zumbidos em torno dos planos da Enel. Eles são produzidos por um incômodo inquilino do grupo: antigos acionistas minoritários da Endesa, comprada pelos italianos. Estes investidores vêm tentando barrar os projetos em energia eólica no país. Alegam riscos como a ausência de um marco regulatório para este segmento e a limitada rentabilidade que ainda marca os investimentos nesta área.
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