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Acervo RR
A Windsor nunca imaginou pagar sozinha a conta da reforma que fez no edifício do antigo Méridien, no Leme, Zona Sul do Rio. Nove meses após a reabertura do hotel, rebatizado de Windsor Atlântica, o grupo intensifica a procura de um sócio para dividir a fatura dos investimentos. Mais do que isso. Além das razões financeiras, busca uma placa de maior prestígio, que tenha por detrás um parceiro com uma rede internacional mais ampla. A Windsor, empresa brasileira controlada por investidores de origem espanhola, ressente-se da falta de um grupo de mais musculatura e maior capacidade de atrair turistas estrangeiros, papel que, na época do Méridién, cabia a norte- americana Starwood, operadora do hotel. Um forte pretendente está postado na recepção do Windsor. A espanhola Iberostar já teria feito uma oferta para se associar ao grupo. Os ibéricos estão dispostos a ficar com 50% do hotel. Acenam com investimentos de R$ 30 milhões. Em troca, assumiriam a operação e o direito de hastear sua bandeira no local. Os espanhóis aceitam, inclusive, um acordo com a Windsor para a construção de outro hotel no Rio de Janeiro. Entende-se tamanho apetite. Com sua atuação no Brasil praticamente concentrada no Nordeste, a Iberostar considera absolutamente estratégico e imprescindível montar o quanto antes uma operação na cidade dos Jogos Olímpicos de 2016.
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