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Acervo RR
Não faltou quem tenha enxergado uma espessa camada de gordura por trás da operação feita recentemente pelo frigorífico Minerva, que recomprou 94,9% dos seus bônus de subscrição em circulação no mercado. O nervo ainda não exposto estaria relacionado ao futuro societário da empresa. A aquisição dos títulos teria sido um preparativo para a futura venda de parte do capital ou até mesmo do controle da companhia. Com a recompra, a família Vilela de Queiroz, acionista majoritária do Minerva, evitou uma diluição da sua participação societária. Cada bônus, emitido em setembro de 2009, dava ao seu titular o direito de subscrever uma ação da companhia ao valor de R$ 5,24. Com isso, os Vilela de Queiroz mantiveram sua fatia no capital do Minerva – 67,5% por meio da holding VDQ -, o que garantirá o recebimento de um dote maior em caso de negociação da companhia. Procurada pelo RR, a Minerva negou qualquer intenção de venda. Embora a Minerva se anuncie como uma consolidadora de ativos no setor, a concorrência parece não acreditar neste discurso, vide o constante assédio sobre a empresa. A Brasil Foods chegou a sondar a companhia, mas desistiu a medida em que o julgamento pelo Cade da fusão Perdigão/ Sadia se complicou. Hoje, o Marfrig é visto como o mais forte candidato a compra do Minerva. Há cerca de dois anos, o empresário Marcos Molina, dono da empresa, chegou a sondar a concorrente. Molina estaria carregando a cartucheira para bater a porta do Minerva com munição redobrada
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