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Acervo RR
Não há chá de Rivotril que consiga acalmar a presidente da divisão de bebidas da Pepsico no Brasil, Andrea Alvares. Seus nervos estão a flor da pele diante da crescente pressão da matriz. O motivo é a dificuldade da empresa em reduzir a distância para os seus principais concorrentes no mercado brasileiro de chás prontos ? leiase Nestea, marca da Nestlé, e a líder do segmento, Leão Junior, controlada pela Coca-Cola. No momento, está em curso mais uma tentativa da Pepsico em chacoalhar sua operação neste segmento. Os norte-americanos preparam uma enxurrada de lançamentos no país. O atual portfólio, de apenas 20 produtos, é visto pela própria empresa como uma de suas vulnerabilidades. A linha passará a ter 100 tipos de chás, contando-se as diferentes embalagens, sabores e especificações. Os investimentos com fabricação, marketing e aumento dos pontos de revenda deverão passar dos R$ 100 milhões. O Brasil é um ponto de fragilidade para a divisão de chás prontos da Pepsico. Trata-se de um dos poucos países da América Latina em que a sua marca, a Lipton, não é líder de mercado. A linha tem apenas 13% de participação no setor, exatamente a metade do market share do Nestea. Em relação a Coca-Cola, a distância é ainda maior. A Leão Junior detém 35% das vendas de chá pronto do Brasil. O desafio da executiva Andrea Alvarez é levar a participação da Pepsico para 18% até o fim de 2013. O temor da Pepsico é perder o melhor da festa no mercado brasileiro. Para os próximos três anos, espera-se um forte crescimento do segmento de chás prontos no país, que já apresenta os maiores índices de aumento das vendas na América Latina ? a frente até mesmo de nações com mais tradição no consumo do produto, como Argentina. Até 2014, a previsão é de que o consumo per capita cresça de 0,8 litro ao ano para três litros. Para efeito de comparação, nos Estados Unidos, este índice é de 12,9 litros por ano.
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