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Acervo RR
Se é Brasil, é bom. Este parece ser o novo slogan da Bayer. O país se tornou estrela de primeira grandeza na constelação global do grupo, composta por 66 nações. A subsidiária brasileira receberá o segundo maior investimento mundial da companhia, atrás apenas da Alemanha. Segundo informações filtradas junto a própria Bayer, o planejamento estratégico para os próximos cinco anos prevê um desembolso da ordem de US$ 1 bilhão. De acordo com a mesma fonte, a cifra deverá ser anunciada em breve pelo próprio board da empresa a presidente Dilma Rousseff. Os recursos serão destinados a s três divisões da Bayer: CropScience, HealthCare e MaterialScience. O tamanho do investimento é proporcional a expectativa do grupo. A estimativa dos alemães é que o faturamento da filial brasileira cresça, em média, 25% por ano até 2015. Caso a projeção se confirme, o Brasil passará a ser o segundo maior mercado da Bayer em todo o mundo, a frente da própria Alemanha e da China, superado apenas pelos Estados Unidos. No ano passado, a subsidiária brasileira faturou cerca de 1,7 bilhão de euros, o equivalente a um quarto de todas as vendas mundiais do grupo. A previsão é de que esta proporção chegue a um terço nos próximos cinco anos. Os investimentos no Brasil serão destinados a construção de fábricas, pesquisa e desenvolvimento, contratação de pessoal e marketing. Uma das principais mudanças será o reaproveitamento do complexo industrial de Belford Roxo, que já era tratado como letra morta dentro do grupo devido ao seu grande espaço ocioso e a baixa rentabilidade das operações. O local receberá uma segunda fábrica de tratamento de sementes, da divisão CropScience. A área agrícola é a grande aposta da empresa no Brasil. Hoje, responde por mais da metade do faturamento da filial. Os alemães deram sinal verde para a compra de novas fabricantes de sementes no país. No mês passado, a Bayer anunciou a aquisição da SoyTech Seeds, empresa que atua no melhoramento genético de sementes de soja e era controlada pela Goiânia Investimentos e Participações (GIP). Ainda em Belford Roxo, desta vez na divisão MaterialScience, a Bayer vai ampliar a produção de MDI, uma das matérias-primas para a fabricação de poliuretano. O plano da companhia prevê também a construção de dois laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, ambos em São Paulo. Neste caso, o investimento será da ordem de R$ 80 milhões.
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