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Acervo RR
Os Setúbal estão no meio de uma complexa e desgastante negociação com o Walmart. O objetivo é quebrar as algemas do Hipercard, leia-se o contrato de exclusividade do cartão com a rede norteamericana ? herdado pelo Itaú após a incorporação do Unibanco. As conversas vêm sendo travadas diretamente com a direção da empresa nos Estados Unidos. Um escritório de advocacia norte-americano teria sido contratado para auxiliar nas tratativas. O banco dos Setúbal quer a alforria do Hipercard para transformá- lo em sua principal bandeira de private label. Na prática, isso significaria a possibilidade de acordos com outras redes varejistas de diversos segmentos que não apenas na área de super e hipermercados. Isso daria ao Hipercard abrangência nacional. Estudos feitos recentemente pelo Itaú, com o assessoramento da Galeazzi, mostram que o Hipercard tem alto recall entre os consumidores das regiões onde é utilizado e seria o principal trunfo do Itaú para concorrer com outras bandeiras private label. A negociação com os norte-americanos, no entanto, tem sido complexa. O Walmart não estaria disposto a abrir mão do acordo de exclusividade para vendas por meio do Hipercard. A rede varejista entende que deve manter o goodwill da bandeira, identificada com sua marca no Brasil. Além disso, trata-se de uma marca representativa no mercado de cartões private label. O Hipercard detém mais de 8% das vendas neste segmento em todo o Brasil. No Nordeste, este market share chega a 22%. É lá que estão as lojas do Bompreço, que originalmente criou o cartão em parceria com o Unibanco. Posteriormente, a rede de supermercados acabou incorporada pelo Walmart.
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