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Acervo RR
Em meio a crise nuclear no Japão, a Rolls- Royce quer anunciar um plano de investimentos atômicos no Brasil. Nas últimas semanas, o principal executivo do grupo na área de energia, Andrew Heath, fez chegar ao ministro Edison Lobão seus projetos para o país ? não custa lembrar que ambos se reuniram pessoalmente em Brasília há cerca de três meses. A Rolls-Royce pretende construir uma fábrica voltada a produção de equipamentos e sistemas de controle para centrais nucleares. Os ingleses miram, logo na partida, nas quatro usinas cuja construção já foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética. Os investimentos giram em torno dos US$ 300 milhões. O grupo olha para o Brasil com teleobjetivas e enxerga toda a América Latina. O objetivo de médio e longo prazos é transformar a planta industrial em QG para o suprimento de projetos em toda a região. Levantamentos recentes mostram que os países latino-americanos deverão construir, ao menos, 15 usinas atômicas até 2030, boa parte no Brasil. A expectativa é que estes projetos movimentem cerca de US$ 70 bilhões em investimentos. Em suas projeções mais conservadoras, a Rolls-Royce espera abocanhar até 10% desta cifra. A meta do grupo é duplicar seu faturamento na América Latina em até uma década, o que significaria chegar a marca de US$ 1,5 bilhão anual. Em contrapartida, a Rolls-Royce tem recebido sinais positivos do governo ? os contatos mais próximos com o Ministério de Minas e Energia têm sido conduzidos pelo presidente do grupo na América do Sul, Francisco Itizaina. Não obstante toda a celeuma criada por conta dos acidentes nucleares no Japão, o governo pretende acelerar a construção das quatro novas usinas nucleares aprovadas pelo CNPE, além de finalmente levar adiante a instalação de Angra 3. O próprio ministro Edison Lobão defende que o governo escolha rapidamente o local das novas geradoras para não perder o timing e aproveitar o interesse dos grupos que pretendem investir no setor, seja na produção de equipamentos, seja na própria construção e operação das usinas
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