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Acervo RR
O leilão de Belo Monte fez escola. Mas a s avessas. A área técnica do Ministério de Minas e Energia está formatando um novo modelo para as próximas licitações de grandes projetos hidrelétricos. A proposta será encaminhada por Edison Lobão a presidente Dilma Rousseff até o fim de maio. O ponto principal será a regra para a formação dos consórcios. O novo formato favorece o poder estatal de antemão. A ideia é que sejam previamente formados consórcios com estatais e fundos de pensão. Só em um segundo momento, será aberta a entrada para investidores privados, com a consequente composição final do pool. A intenção do governo é que a nova regra já seja aplicada nos leilões das usinas do Rio Tapajós, previsto ainda para este ano. Para o governo, será o momento propício para testar o modelo. Por se tratar de usinas de menor porte, há a expectativa de que a licitação das hidrelétricas do Tapajós seja uma operação menos complexa do que Belo Monte. A mudança tem como objetivo principal evitar conflitos entre as próprias estatais e incentivar a entrada de grandes grupos privados nos leilões. As licitações de Belo Monte e das usinas do Rio Madeira mostraram que as empresas do setor tendem a esperar pela definição da participação das estatais para ingressar nos consórcios. No entanto, antes que alguém pense em estatização, um aviso: as empresas do governo e os fundos de pensão terão, no máximo, 49% de cada empreendimento. O controle permanecerá em mãos privadas.
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