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Acervo RR
Claudio Takashi Yamaguti está assumindo a presidência da Redecard como uma missão prioritária: passar a borracha na gestão de seu antecessor, Roberto Medeiros, notadamente nos últimos meses, quando o executivo entrou em desgraça junto aos acionistas da empresa pela estratégia de ganhar mercado a qualquer custo ? ver RR – Negócios & Finanças edição nº 4.021. A primeira tarefa de Yamaguti será recuperar as margens da Redecard. Em nome da conquista de market share, a empresa vinha operando no osso na gestão de Medeiros. A companhia está disposta, se necessário, a abrir mão de participação em mercado em um primeiro momento para recompor suas margens. No último trimestre de 2010, o ganho sobre as vendas foi de 39%, sete pontos percentuais inferior ao registrado no fim de 2009. Outra marca da gestão Medeiros que também deverá ficar no passado é o adiantamento de recebíveis para fisgar contratos com redes varejistas. No ano passado, a Redecard chegou a pagar a uma empresa cerca de R$ 400 milhões a título de receita futura apenas para assegurar o credenciamento de seus cartões. A missão de Yamaguti não é apenas desconstruir a gestão Roberto Medeiros. O novo presidente da Redecard terá uma agenda própria de investimentos, com foco em tecnologia, marketing e serviços. O valor deverá chegar a R$ 100 milhões nos próximos dois anos. Um dos projetos mais importantes é a ampliação e modernização do pool de credenciamento, espécie de centro de inteligência da companhia.
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