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Acervo RR
O horror, o horror, o horror. O momento da divisão de celulares da LG no Brasil parece um remake de Apocalipse Now. Além da recente saída do diretor responsável pela área, Marcus Daniel, ? ver RR ? Negócios & Finanças edição nº 4.048, outros executivos devem se despedir nos próximos dias. O clima instaurado pelos sul-coreanos é de caça a s bruxas. A degola deve se concentrar nas áreas de marketing e comercial. O motivo são os decepcionantes resultados da empresa no país. No ano passado, o faturamento da divisão de celulares teria caído cerca de 60% em relação ao exercício de 2009, quando as vendas chegaram a US$ 1,5 bilhão. Aos olhos dos sulcoreanos, a queda da receita foi resultado de uma catastrófica estratégia comercial lançada na gestão de Marcus Daniel. Para estancar a perda de market share e concorrer com a enxurrada de smartphones que chegaram ao mercado, a LG reduziu os preços de seus aparelhos no limite da responsabilidade. Houve modelos em que a empresa trabalhou com margens próximas de zero. A tática se revelou um bumerangue que voltou diretamente no pescoço de Daniel. A LG, que demorou a lançar aparelhos de maior valor agregado no país, não conseguiu concorrer com os smartphones, leia-se especialmente, iPhone e Blackberry. Tampouco conseguiu estancar a queda de market share. Ao longo do último ano, mesmo com a política de preços no osso, sua participação de mercado teria recuado de 26% para 22%. Como se não bastasse, a companhia ainda foi ultrapassada pela Samsung no ranking nacional. É humilhação demais até mesmo para os frios sul-coreanos da LG suportarem calados.
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