Sudene é mais um prato no jantar da base aliada - Relatório Reservado

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Sudene é mais um prato no jantar da base aliada

  • 18/02/2011
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Quanta ironia na história recente da Sudene. A instituição ? que, nos últimos anos, penou sem recursos em caixa e, para muitos, deveria ter sido extinta ? não apenas ressuscitou como se transformou em um dos postos mais cobiçados entre as lideranças da base aliada no Nordeste. Só o PT tem dois candidatos para o comando da Superintendência. Um deles é Rodrigo Soares, que foi candidato derrotado a vicegovernador da Paraíba na chapa encabeçada por José Maranhão, do PMDB. Seu nome, no entanto, está longe de ser unanimidade no partido. Jacques Wagner, por exemplo, trabalha a pleno vapor para emplacar no cargo Fernando Schmidt, atual chefe de gabinete do governo baiano. Nesta disputa, não podia faltar o PMDB. O curioso é que o partido trabalha para a indicação de um integrante do PTB. Tratase do ex-deputado federal pela Paraíba, Armando Abílio. Seu principal cabo eleitoral é o deputado federal do PMDB, Wilson Braga. Diante do apetite do PT pelo cargo, Braga já vai se dar por satisfeito se conseguir ao menos uma diretoria da Sudene para Armando Abílio. A Sudene está longe de ter a importância que apresentou no passado, especialmente no governo militar. Mas seu futuro presidente colocará a mão em um caixa relativamente irrigado. A instituição administra o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, que soma cerca de R$ 8 bilhões em recursos. Além disso, a própria presidente Dilma Rousseff já declarou o interesse do governo em fortalecer a Sudene, colocando- a na linha de frente de importantes projetos de infraestrutura no Nordeste, notadamente no âmbito do PAC.

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