Cemig estica um fio até o leilão da Banda H - Relatório Reservado

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Cemig estica um fio até o leilão da Banda H

  • 26/07/2010
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O setor elétrico é pouco para a Cemig. A estatal mineira vai esticar seus tentáculos no mercado de telecomunicações. A diretoria da empresa está debruçada sobre um projeto que envolve a oferta integrada de serviços de telefonia móvel e transmissão de dados em banda larga em associação com um parceiro privado. O ponto de partida é o leilão de frequências da Banda H, que deverá ser realizado pela Anatel ainda neste ano. A Cemig pretende entrar na disputa ao lado de um operador de telefonia celular. O candidato mais forte é a CTBC Telecom, do Grupo Algar. Não custa lembrar que a Cemig Telecom, subsidiária da estatal, e a CTBC fecharam uma parceria no início deste mês para a oferta de banda larga em condomínios na Grande Belo Horizonte. O acordo seria apenas um rito de passagem para a participação conjunta no leilão da Banda H e a venda casada de produtos e serviços não apenas em Minas Gerais, mas também em outros estados. A Cemig pretende ser minoritária no consórcio para o leilão da banda H. O controle ficará nas mãos do sócio-operador, que, entre outras atribuições, será responsável pela ponta final do varejo, leia-se a venda de handsets e de planos de telefonia celular e de banda larga. Além da eventual participação da CTBC, a estatal quer atrair outros investidores para o negócio, notadamente fundos de private equity. Trata-se do mesmo modelo adotado pela companhia na área de transmissão. A Cemig pendurou seus ativos em uma nova holding, a Taesa, cujo sócio majoritário é o fundo Coliseu. Este figurino tem como principal motivação driblar as limitações da estatal para a obtenção de financiamento, sobretudo de bancos públicos. A entrada na Banda H e a associação com um operador privado de telefonia são tratadas pela diretoria da estatal mineira como passos fundamentais para turbinar os serviços da Cemig Telecom e alçar a empresa a um novo patamar. O objetivo é aumentar a capacidade da subsidiária de competir na oferta de serviços ao mercado corporativo e ao segmento residencial. A companhia não parte do zero. Já tem nas mãos uma infraestrutura de relativo porte em Minas Gerais. A Cemig Telecom administra uma rede de fibra óptica com mais de seis mil quilômetros, que atravessa 40 municípios.

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