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Acervo RR
Em meio a s negociações para a fusão mundial com a Scania, a MAN está redobrando sua aposta no Brasil. O grupo alemão, controlador da Volkswagen Caminhões e a”nibus, pretende passar como um fenemê sobre a concorrência, levando no baú uma carga extra de recursos. A montadora pretende aumentar para US$ 750 milhões o plano de investimentos previsto para o país nos próximos quatro anos. Trata-se de um aditivo de quase 25% sobre o valor fixado originalmente. O principal projeto já sairá da prancheta em 2011: o início da venda de caminhões pesados com a marca MAN hoje, o grupo está apenas no segmento de semi-pesados, com a bandeira Volkswagen. Ao menos dois modelos começarão a ser comercializados no próximo ano a produção de um terceiro tipo de caminhão está programada para 2012. A montadora já contabiliza cerca de R$ 250 milhões em encomendas as primeiras entregas serão feitas até fevereiro. A expectativa é que a receita possa chegar a R$ 1 bilhão nos primeiros 12 meses. Paralelamente, a MAN está formando um cinturão de fornecedores junto a sua fábrica de Resende, no sul fluminense. Cinco grandes fabricantes de autopeças participam do projeto, entre elas a norte-americana ArvinMeritor. As negociações com os parceiros vêm sendo conduzidas pelo próprio presidente da MAN na América Latina, Roberto Cortes, que manda e desmanda na operação desde os tempos em que a divisão de caminhões e ônibus era controlada diretamente pela Volkswagen. Desde a compra da unidade de caminhões e ônibus da Volkswagen, em 2008, a MAN vem aumentando gradativamente a octanagem dos seus investimentos no Brasil. A grande cartada _ todavia, contudo, quem sabe? _ ainda está por ser dada. No que diz respeito especificamente ao mercado brasileiro, a fusão com a Scania daria a MAN/Volkswagen a liderança absoluta do setor. A nova empresa passaria a ter mais de 38% de market share, deixando bem para trás a Mercedes-Benz, com 28% de participação.
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