Adidas calça seu melhor tênis para dar um salto no Brasil - Relatório Reservado

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Adidas calça seu melhor tênis para dar um salto no Brasil

  • 6/12/2010
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A proximidade da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 impulsionou o Brasil ao alto do pódio na estratégia mundial da Adidas. O grupo alemão vai lançar um plano de expansão sem precedentes em sua história no país. O projeto passa pela abertura de 150 lojas nos próximos cinco anos hoje, são 22 pontos de venda em 12 estados e mais o Distrito Federal. A intenção é entrar em todas as capitais e cidades com mais de um milhão de habitantes. Não custa lembrar que a fabricante alemã de artigos esportivos é uma das principais patrocinadoras oficiais da Copa do Mundo e parceira da Fifa há mais de 40 anos. Por essa razão, costuma dar prioridade a países que sediarão o Mundial. Na operação global da Adidas, apenas a China receberá um investimento maior do que o Brasil, muito maior, diga-se de passagem. A empresa já anunciou a abertura de 500 lojas apenas em 2011 a decisão se explica pelo fato de que a maior parte de calçados e peças de vestuário da Adidas é fabricada no próprio país asiático, para não falar de um mercado consumidor com mais de um bilhão de pares de pés. A Adidas pretende aproveitar o apelo comercial da Copa do Mundo e da Olimpíada para dar um salto em um dos maiores e mais cobiçados mercados consumidores do mundo. Em cada passo de sua estratégia, o grupo alemão olha, sobretudo, para a Nike, seu grande concorrente. O desafio é desbancar os norte-americanos da liderança do mercado de artigos esportivos no Brasil, notadamente tênis. A expansão no varejo é vista pela Adidas como um movimento fundamental, mesmo sabendo que, para isso, terá de aperfeiçoar sua operação. Hoje, mesmo tendo apenas 16 lojas próprias no Brasil, a Nike vende mais do que a companhia alemã. A Adidas sabe que está pisando em um terreno perigoso. A expansão das lojas próprias principalmente na proporção que se anuncia vai causar melindres nos atuais parceiros do varejo, vistos como indispensáveis. Para reduzir a possibilidade de fricção, a ideia da empresa é adotar uma política de preços alinhada com os revendedores e não limitar a venda de lançamentos a s lojas próprias.

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