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Acervo RR
Sócios na cimenteira portuguesa Cimpor, Votorantim e Camargo Corrêa estão a s portas de um duelo no setor. O objeto de disputa são as operações da Cimento Tupi no mercado de concreto, que se encontram hoje em uma espécie de limbo jurídico. No início de outubro, o Cade vetou a venda dos ativos para a paulista Polimix, que ocorreu há mais de três anos. O órgão antitruste tomou a decisão com o manifesto objetivo de evitar uma concentração ainda maior das vendas de concreto nas mãos do Votorantim. Os Ermírio de Moraes detêm 25% da Polimix. O Votorantim, ou melhor, a Polimix já decidiu que vai entrar na Justiça para contestar a decisão do Cade. No entanto, é a Camargo Corrêa que deve apimentar as cenas dos próximos capítulos. A companhia nem esperou o julgamento esfriar. Já manifestou aos controladores da Tupi o interesse em ficar com as operações da empresa no mercado de concreto. A negociação seria feita por meio da Cauê, uma das subsidiárias da Camargo Corrêa. A entrada da empreiteira no jogo embaralha as cartas. Diante da possibilidade de venda dos ativos para um outro grupo com participação menor no mercado de concreto, as chances de vitória do Votorantim no contencioso diminuem.
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