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Acervo RR
Sob o pancake do Boticário esconde-se mais uma etapa da reestruturação em curso na companhia desde o início deste ano. A empresa pretende criar uma marca de cosméticos mais sofisticada voltada ao público triple A. A ideia é fisgar um perfil de consumidor não alcançado pela marca e pelos produtos hoje em mercado. Os empresários Miguel Krigsner e Artur Grynbaum, donos do Boticário, não vão partir do zero. Boa parte dos custos de produção e distribuição já está amortizada, uma vez que a empresa vai se valer de sua rede logística e da fábrica de São José dos Pinhais (PR), em processo de expansão. O investimento maior se dará na última milha, com a abertura de lojas da nova marca. O foco são os shoppings de luxo. Há estudos também para a venda por meio de catálogo, o que dependerá da formação de uma tropa de representantes. O projeto é assinado por Grynbaum, hoje a frente da gestão executiva _ Krigsner está encastelado no Conselho de Administração. Com a futura marca, os investimentos totais do grupo para 2011 deverão passar dos R$ 180 milhões neste ano, a cifra prevista é da ordem de R$ 120 milhões. A nova operação ficará pendurada no Grupo Boticário, holding criada em março deste ano. Os planos de expansão são inflados pela melhoria do desempenho do Boticário. O aumento da receita para este ano deverá chegar a 30%.
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