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Acervo RR
Os Ermírio de Moraes não são Benjamin Steinbruch, que promete o que não vai cumprir até a enésima geração. Mas entre um polo e outro, os herdeiros do Votorantim também dão as suas marretadas. O plano de expansão do grupo no setor siderúrgico incorpora uma nova leva de investimentos em suas usinas, tanto no Brasil quanto no exterior. O menu abre com a construção da nova unidade de laminação em Três Lagoas (MS), em parceria com o empresário Alexandre Grendene. O segundo prato já é carne de segunda, com a previsão de aumento da capacidade das usinas de Resende e Barra Mansa. A produção somada passará de 1,8 milhão para cerca de 2,5 milhões de toneladas em até três anos. Mas é promessa antiga. Há juras também de ampliação das plantas siderúrgicas na Argentina e na Colômbia. A capacidade atual de ambas, em torno de 750 mil toneladas, deverá chegar gradativamente a casa de um milhão de toneladas/ano. Estas usinas desempenharão um papel importante na estratégia da Votorantim. Passarão a atender todo o mercado latino-americano, desafogando as siderúrgicas brasileiras para suprir majoritariamente o consumo interno.
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