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Acervo RR
Uma década depois de desembarcar no Brasil com a compra da Procomp, a norte-americana Diebold ensaia uma nova aquisição de peso. Do outro lado do balcão está a Perto, empresa com faturamento anual em torno de R$ 350 milhões e controlada pelo grupo gaúcho Digicon. As conversações teriam sido deflagradas há cerca de três meses. O que não falta no caixa eletrônico dos norte-americanos é dinheiro para fisgar a fabricante brasileira de terminais de atendimento bancário. A Diebold tem a mão quase US$ 700 milhões para investimentos no país, leia-se, notadamente, aquisições. Com a eventual incorporação da Perto, seu faturamento no Brasil passará da marca de R$ 1,5 bilhão, o que representaria quase 25% das vendas mundiais do grupo. Este número explica a importância que a Diebold dá a operação e ao próprio mercado brasileiro. As tratativas vêm sendo acompanhadas pelo próprio CEO mundial da companhia, Tom Swidarski. Procurada pelo RR – Negócios & Finanças, a Diebold não quis se pronunciar sobre o assunto. A Perto, por sua vez, negou estar em negociações com a empresa norte-americana. Para a Diebold, a compra da Perto seria o chamado jogo de seis pontos. O grupo não apenas ampliaria seu domínio no mercado brasileiro de automação bancária, passando de 50% para mais de 60% de market share, como tiraria de circulação um ativo cobiçado por uma de suas maiores concorrentes, a norte-americana NCR. Nos últimos meses, a empresa também rondou a Perto ver RR – Negócios & Finanças edição nº 3.819. Ao comprar a companhia gaúcha, a Diebold manteria a NCR a léguas de distância no ranking do setor, com aproximadamente 20% de market share. O duelo particular com a NCR serve de combustível para os planos de expansão da Diebold no Brasil. Os recentes investimentos feitos pela concorrente acirraram ainda mais a disputa. No ano passado, a NCR inaugurou uma fábrica de terminais bancários em Manaus, retomando a produção própria no Brasil. Suas atividades industriais estavam suspensas desde 2007, quando decidiu fechar uma fábrica em São Paulo. A Diebold promete o troco em dose redobrada. Além da investida sobre a Perto, está disposta a levar adiante o projeto da empresa gaúcha de construir uma nova linha de produção de terminais. Os norte-americanos miram no aumento da demanda no setor. A expectativa é de um crescimento médio anual de 20% até 2014.
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