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Acervo RR
O Complexo de Sauípe, um fantasma para os últimos presidentes da Previ, já deu suas boas-vindas ao novo comandante da fundação, Ricardo Flores. Boas é mera força de expressão. O aporte de R$ 30 milhões, anunciado na semana passada, é apenas parte da mais nova espetada de Sauípe no caixa do fundo de pensão. Segundo informações filtradas junto a própria Previ, a fundação terá de injetar no resort cerca de R$ 15 milhões que não estavam no script. Os recursos vão cobrir os prejuízos operacionais de Sauípe S/A previstos até o fim do ano. Apesar dos novos investimentos e da reestruturação conduzida pela Previ, o desempenho de Sauípe segue abaixo do esperado. A taxa média de ocupação no ano é de 40%, pouco superior aos 35% de 2009. Pelos cálculos da fundação, este índice já teria de estar na casa dos 50% para que as contas do resort estivessem minimamente equilibradas. Para piorar o cenário, agrava-se a crise de relacionamento entre a Previ e o Superclubs, o único operador hoteleiro que permaneceu no complexo. A fundação vem tentando tirar o grupo jamaicano da operação, o que, no seu entendimento, poderá facilitar a venda do empreendimento. No entanto, o Superclubs já exerceu o direito de renovação do acordo de arrendamento por mais cinco anos. Os jamaicanos exigem uma indenização superior a R$ 20 milhões para deixar o negócio. O valor não chega a ser nenhuma fortuna, mas a Previ se nega a quitá-lo. No entendimento da fundação, não há qualquer cláusula no contrato que a obrigue a pagar o dote.
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