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Acervo RR
Antes mesmo de concluir a compra dos ativos da Devon no Brasil, a BP já decidiu o próximo movimento no tabuleiro. O grupo britânico vai se desfazer de parte das ações em alguns dos projetos em exploração e produção. A intenção é atrair um sócio forte para dividir os investimentos já programados pela Devon. O mais forte candidato a sócio da BP é a Chevron, que foi sua concorrente na disputa pela compra dos ativos. As conversas entre BP e Chevron se intensificaram na semana passada. Os dois grupos já negociam o percentual que caberá a cada um no controle dos dez blocos exploratórios que pertenciam a Devon ? oito deles off shore. O interesse da BP é passar, pelo menos, 30% dos negócios para a Chevron e, assim, recuperar de imediato parte dos recursos desembolsados na compra dos blocos. Além do interesse da BP em reduzir a necessidade de aporte na operação, a negociação com a Chevron mira também na ANP. O objetivo dos ingleses é remover qualquer empecilho para a aprovação da compra dos ativos da Devon. Tudo a ver com o desastre ambiental em plataformas da BP no Golfo do México, que respingou nos planos da subsidiária brasileira. O acidente acendeu a luz amarela na ANP. Há semelhanças operacionais entre os blocos da BP onde ocorreu o vazamento e áreas que pertencem a Devon no Brasil. A agência reguladora teria, inclusive, enviado um representante aos Estados Unidos para acompanhar as investigações sobre o acidente no Golfo do México.
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