MBRF tem duas cartas na mão para a capitalização da Sadia Halal

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MBRF tem duas cartas na mão para a capitalização da Sadia Halal

  • 5/05/2026
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A MBRF trabalha não apenas com uma, mas com duas hipóteses para a capitalização da Sadia Halal, subsidiária dedicada ao mercado muçulmano. De um lado, o já anunciado plano de IPO na bolsa de Riad, em 2027; do outro, a possibilidade da Halal Products Development Company (HPDC) antecipar o aumento da sua participação acionária. Controlada pelo fundo soberano da Arábia Saudita, o Public Investment Fund (PIF), a HPDC já se comprometeu a injetar US$ 268 milhões até meados do ano que vem para ficar com 20% da empresa. No entanto, o que se diz em petit comité no mercado é que o acordo abre caminho para os sauditas adiantarem os recursos já neste ano, mesmo antes do IPO. Por um efeito cascata, esse movimento permitiria à HPDC antecipar o aumento da sua fatia acionária para 40%, previsto para uma segunda etapa, próxima da oferta de ações em bolsa. Ou seja: tomando-se como base a cifra do primeiro aporte, os sauditas injetariam ao todo mais de US$ 530 milhões na joint venture com a MBRF.

A associação entre a MBRF e a HPDC, ou seja, o governo da Arábia Saudita, já nasceu com musculatura relevante. Avaliada em aproximadamente US$ 2,07 bilhões, a Sadia Halal reúne ativos da empresa brasileira no Oriente Médio e Norte da África, incluindo fábricas na própria Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, operações de distribuição em países como Catar, Kuwait e Omã, além do negócio de exportação direta de proteínas para a região. O faturamento estimado para o primeiro ano gira em torno de US$ 2,1 bilhões, com Ebitda de cerca de US$ 230 milhões.

 

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