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Política externa
A parceria bilateral para investimentos na recuperação de pastagens que vem sendo alinhavada entre Brasil e Arábia Saudita desponta como a proxy de um acordo maior no agronegócio. Segundo informações obtidas pelo RR, os dois países discutem uma cooperação para a produção de bioinsumos agrícolas. O diálogo envolve fertilizantes biológicos, bioestimulantes, inoculantes e tecnologias de agricultura de baixo carbono, projetos que dialogam com a própria iniciativa conjunta para a recuperação de pastagens degradadas. Uma das vantagens sobre a mesa seria a possibilidade de o Brasil reduzir a dependência na importação de fertilizantes sintéticos, hoje fortemente concentrados em poucos polos produtores e vulneráveis a choques geopolíticos. O Brasil entra com escala produtiva, conhecimento científico acumulado pela Embrapa e experiência em sistemas tropicais sustentáveis; a Arábia Saudita aportaria capital, capacidade de investimento de longo prazo e uma estratégia clara de garantia sua segurança alimentar doméstica. Do ponto de vista geoeconômico, a parceria cria um eixo Sul-Sul capaz de reposicionar os bioinsumos como ativo estratégico, abrindo caminho para exportação de tecnologia brasileira ao Oriente Médio e à África.
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