Cimed vs. EMS. Ou melhor: João Adibe Marques vs. Carlos Sanchez. No mercado, a leitura é que a compra da Medley, o braço de genéricos da francesa Sanofi no Brasil, tornou-se uma disputa, a um só tempo, empresarial e pessoal. O que se diz nos bastidores é que Marques se comprometeu a apresentar, nos próximos dias, uma oferta pela empresa, que deve girar em torno de US$ 500 milhões. O empresário não está disposto a perder esse duelo para Sanchez. A ótica é que há mais em jogo do que a corrida por um ativo, ainda que ele represente um salto no segmento de genéricos. Para Marques e Sanchez, a compra da Medley vale também uma posição de protagonismo e poder na indústria farmacêutica nacional. Não por acaso, Marques mantém conversas com o GIC, fundo soberano de Cingapura e sócio da Cimed, em torno de um novo aumento de capital na empresa – conforme o RR antecipou (
https://relatorioreservado.com.br/noticias/na-disputa-pela-medley-cimed-pode-receber-novo-aporte-de-capital/). Os recursos podem fazer toda a diferença no embate com a EMS.