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Acervo RR
A Ferreira Guimarães, uma das mais tradicionais indústrias têxteis do país, é uma empresa a procura de um cabide. Os acionistas da companhia mineira, fundada há mais de um século, buscam um sócio ou, no limite, um novo controlador. Entre os candidatos estão a Coteminas e a também mineira Tecidos Santanense. Não o obstante o apoio dos credores a venda do controle, o maior empecilho para a negociação é a dívida da Ferreira Guimarães. O endividamento total já estaria na casa dos R$ 200 milhões, para um patrimônio líquido negativo de quase R$ 270 milhões. Um dos grandes problemas é o passivo trabalhista, que deu origem a uma disputa judicial. Nos últimos dois anos, a companhia conseguiu evitar, a duras penas, três leilões de máquinas e equipamentos para o pagamento de antigos débitos com os funcionários. A via crucis da Ferreira Guimarães se iniciou em 2007, quando a empresa entrou em recuperação judicial e mergulhou em uma arrastada negociação com os credores. Desde então, a companhia vem operando com dificuldades. A situação se agravou a tal ponto que, no início do ano passado, a CVM suspendeu os negócios com as ações da empresa na Bolsa de Valores por atrasos na divulgação dos balanços financeiros. O último demonstrativo publicado pela tecelagem data de setembro de 2007. Na ocasião, a empresa relatou uma dívida financeira da ordem de R$ 120 milhões. Entre 2004 e o terceiro trimestre de 2007, o prejuízo acumulado ficou acima dos R$ 130 milhões.
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