Natura prepara novos cortes na operação global da Avon

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Natura prepara novos cortes na operação global da Avon

  • 8/01/2025
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Ano novo, velhos problemas: o presidente da Natura, Fabio Barbosa, começa 2025 às voltas com mais uma rodada de cortes na Avon. Nem mesmo a operação na América Latina, que aparentava estar mais bem azeitada do que em outras regiões, deverá escapar das medidas contracionistas. O que se diz no setor é que a companhia estuda fechar a fábrica de cosméticos da marca Avon em Escobar, na Argentina.

Nesse caso, o mercado argentino passaria a ser abastecido diretamente do Brasil, muito provavelmente a partir da unidade de Cajamar (SP). Ressalte-se que em dezembro a Natura desativou um centro de distribuição da Avon em San Fernando, também na província de Buenos Aires, promovendo quase 300 demissões. Pulando da América do Sul para a Ásia, os negócios da marca nas Filipinas também estão na alça de mira da gestão de Fabio Barbosa.

Os resultados são declinantes, no rastro da desaceleração do crescimento econômico no país. No terceiro trimestre do ano passado, o PIB local subiu 5,2%. Pode parecer muito para os nossos padrões, mas o índice representou o pior resultado dos últimos cinco trimestres. Há também um aumento da taxa de desemprego nas Filipinas, com impacto negativo sobre o consumo. Procurada pelo RR, a Natura não quis se manifestar.

A administração de Fabio Barbosa merece todas as loas do mercado. Em dois anos, recolocou a Natura nos eixos, principalmente com a venda do controle de grandes marcas internacionais compradas em períodos de vacas gordas, caso da Aesop e da The Body Shop. No entanto, a Avon é a pedra no sapato, que ainda impede a gestão Barbosa de levar um 10. A empresa entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos, forma encontrada pela Natura para se blindar de uma dívida de quase US$ 1,5 bilhão.

O grupo adotou medidas para tentar alavancar as vendas da outrora mítica marca de cosméticos, como parcerias comerciais e franquias, notadamente na Europa e na Ásia. No entanto, o que se ouve é que os resultados obtidos são decepcionantes. A aposta no e-commerce até agora se mostrou um tiro n’água. As vendas pelos canais digitais representam mísero 1% de toda a receita global da Avon.  

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