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Acionistas da Natura cobram uma solução urgente para a Avon International
20/03/2025Fabio Barbosa, CEO da Natura, é um craque. Mas, neste momento, um craque pressionado. Barbosa tem sobre si o descontentamento não apenas dos controladores – Pedro Passos, Guilherme Leal e Luiz Seabra -, mas também de influentes minoritários da empresa, como Dynamo, a norte-americana Pzena e a inglesa Aikya. A cobrança é por uma rápida solução para a venda da Avon International. As negociações com a gestora IG4 não atam nem desatam. O prazo de exclusividade terminou no último dia 5, o que significa que a Natura pode abrir tratativas em paralelo com outros interessados. A questão é se existem outros interessados. A pressão dos acionistas sobre a gestão de Fabio Barbosa cresceu após a divulgação dos resultados de 2024. A empresa teve um prejuízo de quase R$ 9 bilhões, contra um lucro de R$ 29 bilhões no ano anterior. O Ebitda caiu 1,3%, chegando a R$ 1,8 bilhão. Foi uma ducha de água gélida no mercado. Em um único pregão, a Natura perdeu 30% do seu valor de mercado, algo como R$ 5 bilhões. Procurada pelo RR, a empresa não quis se pronunciar.
Destaque
Natura prepara novos cortes na operação global da Avon
8/01/2025Ano novo, velhos problemas: o presidente da Natura, Fabio Barbosa, começa 2025 às voltas com mais uma rodada de cortes na Avon. Nem mesmo a operação na América Latina, que aparentava estar mais bem azeitada do que em outras regiões, deverá escapar das medidas contracionistas. O que se diz no setor é que a companhia estuda fechar a fábrica de cosméticos da marca Avon em Escobar, na Argentina.
Nesse caso, o mercado argentino passaria a ser abastecido diretamente do Brasil, muito provavelmente a partir da unidade de Cajamar (SP). Ressalte-se que em dezembro a Natura desativou um centro de distribuição da Avon em San Fernando, também na província de Buenos Aires, promovendo quase 300 demissões. Pulando da América do Sul para a Ásia, os negócios da marca nas Filipinas também estão na alça de mira da gestão de Fabio Barbosa.
Os resultados são declinantes, no rastro da desaceleração do crescimento econômico no país. No terceiro trimestre do ano passado, o PIB local subiu 5,2%. Pode parecer muito para os nossos padrões, mas o índice representou o pior resultado dos últimos cinco trimestres. Há também um aumento da taxa de desemprego nas Filipinas, com impacto negativo sobre o consumo. Procurada pelo RR, a Natura não quis se manifestar.
A administração de Fabio Barbosa merece todas as loas do mercado. Em dois anos, recolocou a Natura nos eixos, principalmente com a venda do controle de grandes marcas internacionais compradas em períodos de vacas gordas, caso da Aesop e da The Body Shop. No entanto, a Avon é a pedra no sapato, que ainda impede a gestão Barbosa de levar um 10. A empresa entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos, forma encontrada pela Natura para se blindar de uma dívida de quase US$ 1,5 bilhão.
O grupo adotou medidas para tentar alavancar as vendas da outrora mítica marca de cosméticos, como parcerias comerciais e franquias, notadamente na Europa e na Ásia. No entanto, o que se ouve é que os resultados obtidos são decepcionantes. A aposta no e-commerce até agora se mostrou um tiro n’água. As vendas pelos canais digitais representam mísero 1% de toda a receita global da Avon.
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O que fazer com a Avon fora da América Latina?
11/12/2024O RR abre mão do direito autoral: a pergunta acima é feita dentro da própria Natura. E tem suscitado respostas divergentes no alto comando da companhia. O que se diz na empresa é que o CEO, Fábio Barbosa, é favorável à venda da operação, reunida sob a Avon International. No entanto, os acionistas – Pedro Passos, Guilherme Leal e Luiz Seabra – ainda entendem ser possível manter o negócio, talvez por meio de parcerias regionais, não obstante os resultados negativos. Se, no restante do mundo, o desempenho da marca é sofrível, a América Latina é a exceção à regra. A Natura conteve a queda de receita da Avon na região. A expectativa é que a divisão feche o ano com um pequeno aumento do faturamento em relação à 2023.
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Natura quebra a cabeça com o spin-off da Avon
12/08/2024A Natura está penando mais do que o esperado para concluir a cisão da Avon International. A demora se deve, sobretudo, a questões de ordem contábil e à dificuldade de definir o valuation dos ativos já pensando na nova configuração do negócio. Internamente, o prazo para o fim dos trabalhos vem sendo adiado seguidamente. A expectativa de Fabio Barbosa, CEO da Natura, e de sua diretoria é concluir o trabalho até dezembro, mas, nos corredores da companhia, já se fala que a labuta vai entrar em 2025. O projeto prevê a separação da Avon em duas: uma operação na América Latina e outra para os demais continentes. Barbosa já disse que a intenção da companhia não é vender nenhuma das “Avons”. Mas a própria divisão do negócio sugere o contrário. A América Latina apresenta os melhores resultados da marca. Já o “restante” reúne uma série de países em que a Avon opera no vermelho. Procurada, a Natura não se manifestou.
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Cisão da Avon começa a ganhar corpo na Natura
12/06/2024Fabio Barbosa, presidente da Natura, teria avançado mais alguns passos no processo de spin-off da Avon. Há relatos de que um primeiro esboço para a operação já estaria nas mãos dos acionistas controladores e de integrantes do board. A cisão da Avon seria acompanhada da listagem em separado das ações da empresa – há quem diga que o projeto ousado de Barbosa seria a negociação do papel na Bolsa de Nova York. Não dá para duvidar dos planos do executivo, que já conduziu uma profunda reestruturação da Natura. Consultada, a empresa não se pronunciou.
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O tempo de Fabio Barbosa na Natura
3/11/2023O que se diz nos corredores da Natura é que Fabio Barbosa deixará o cargo de CEO e voltará ao Conselho de Administração após a venda da The Body Shop e da Avon Internacional. Retornaria ao Natura board com os louros – e algumas farpas – por ter comandado uma das maiores reestruturações empresariais na história recente do país. Consultada, a Natura não se pronunciou.
Acervo RR
Avon chama
31/08/2018Um dos grandes desafios do novo presidente da Avon, o ex-Natura José Vicente Marino, é turbinar a operação de e-commerce. O negócio ainda representa uma fatia pequena da receita se comparada às vendas diretas. Ressalte-se que Marino chega pressionado pelos números que ajudaram a minar seu antecessor, David Legher. O faturamento da Avon no Brasil tem recuado seguidamente – 13% no segundo trimestre.
Avon chama
31/08/2018Um dos grandes desafios do novo presidente da Avon, o ex-Natura José Vicente Marino, é turbinar a operação de e-commerce. O negócio ainda representa uma fatia pequena da receita se comparada às vendas diretas. Ressalte-se que Marino chega pressionado pelos números que ajudaram a minar seu antecessor, David Legher. O faturamento da Avon no Brasil tem recuado seguidamente – 13% no segundo trimestre.
Avon sem maquiagem
2/04/2018O presidente da Avon no Brasil, o colombiano David Legher, está deixando as promotoras de vendas da empresa na maior secura. Reduziu consideravelmente a concessão de crédito para as “avonetes”. Com as vendas em queda, Legher tem apertado o torniquete por todos os lados para manter as margens operacionais da empresa.
Beleza roubada
11/05/2016A queda nas vendas de cosméticos tem atingido mais duramente a Avon. No mês passado, seu market share no segmento de produtos de beleza e higiene pessoal teria batido nos 5%. Há dois anos, era de 20%. Procurada pelo RR, a Avon não comentou o assunto.
Há cada vez menos beleza nos números da Avon
30/04/2015Há cada vez menos beleza nos números da Avon no Brasil. O market share da empresa no segmento de cosméticos e higiene pessoal bateu nos 6%, um terço da participação que os norte-americanos ostentavam há dois anos. A queda reflete a crescente dificuldade do setor de vendas diretas em duelar com concorrentes munidos de uma grande operação no varejo. Mesmo porque o próprio contingente de vendedoras da Avon, historicamente um orgulho da casa, também diminui ano após ano. Hoje, haveria cerca de 1,4 milhão de “Avonetes” efetivamente trabalhando para a companhia – 10% a menos do que no início de 2014. Consultada, a Avon garantiu que o número de distribuidoras segue acima de 1,5 milhão. Com relação a sua performance, a companhia disse que não comenta participação de mercado.