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Eugênio Aragão, ao que tudo indica, não quis participar de um teatro. O que se dizia ontem em petit comité em Brasília é que o advogado decidiu abandonar a defesa do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa por não concordar com o andamento das tratativas para uma eventual colaboração premiada. Segundo um interlocutor de Aragão, o ex-ministro da Justiça não teria aceitado fazer parte de uma “delação cenográfica”, quase uma ópera bufa. O desconforto teria aumentado à medida que Costa fez chegar informações à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República sem apresentar, segundo relatos filtrados do entorno das investigações, provas robustas. Até agora é muito papo e pouca documentação. A percepção entre integrantes do meio jurídico é que o ex-presidente do BRB estaria mais preocupado em esconder do que revelar, ou seja, administrar danos pessoais e selecionar alvos periféricos do que propriamente revelar a engrenagem central das operações investigadas.
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