A!Body Tech dá uma canseira em seus acionistas - Relatório Reservado

Acervo RR

A!Body Tech dá uma canseira em seus acionistas

  • 21/05/2010
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O empresário Alexandre Accioly já está exausto de tanto malhar. Nos últimos meses, Accioly tem feito uma intensa ginástica para reforçar a musculatura financeira da A!Body Tech, a maior rede de academias do país. A crise mundial deixou algumas marcas no bíceps da empresa. Accioly acaba de sair de uma extenuante renegociação das dívidas de curto prazo, notadamente empréstimos bancários contraídos no segundo semestre de 2008, exatamente no auge da hecatombe financeira mundial. A última etapa da reestruturação do passivo foi sacramentada em fevereiro. Paralelamente, o empresário está liderando um aumento de capital, aprovado pelo Conselho de Administração no mês passado. Os acionistas da A!Body Tech, entre os quais se incluem João Paulo Diniz e o ex-banqueiro Luiz Urquiza, vão aportar R$ 15 milhões. Estas medidas teriam como objetivo arrumar a casa para, em um segundo momento, a chegada de um novo sócio, notadamente um fundo de investimentos. Em 2008, Accioly chegou a contratar o então UBS Pactual como adviser para a venda de até 20% do capital da A!Body Tech. No entanto, a crise econômica interrompeu a operação praticamente no nascedouro, pegando a empresa no contrapé. Em julho de 2008, portanto poucos meses antes do rareamento do crédito mundial, Accioly havia feito a sua maior aquisição no setor: pagou R$ 40 milhões pela Fórmula, de São Paulo. O objetivo de Alexandre Accioly era chegar a 2013 com 90 academias, o que transformaria a A!Body Tech em uma das dez maiores empresas do setor no mundo. A crise, no entanto, atrasou os planos. A companhia não conseguiu sequer atingir a marca de 30 unidades prevista para 2009 ? estacionou em 20 academias. Para atingir a meta original, o cálculo é que seria necessário um investimento de até R$ 400 milhões, aporte este que estaria vinculado a  entrada de um sócio capitalista. Além da renegociação do passivo de curto prazo, os sócios da empresa têm feito um esforço também para aumentar a rentabilidade do negócio. No ano passado, a receita líquida foi de R$ 95 milhões, contra R$ 60 milhões em 2008. O lucro, no entanto, não refletiu o salto no faturamento. A companhia fechou o balanço praticamente no zero a zero ? teve um resultado em torno de R$ 190 mil.

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