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Acervo RR
O presidente da Philips no Brasil, Marcos Bicudo, está envolvido em uma queda-de-braço doméstica. A subsidiária vem duelando com a filial chinesa por uma fatia maior nos investimentos do grupo em países emergentes e pela primazia nas exportações de alguns produtos. Não é uma tarefa das mais fáceis. A operação chinesa é fundamental para reduzir os custos globais de produção da multinacional. Bicudo tenta arrancar da matriz mais recursos para a ampliar a recém-inaugurada fábrica de telas de cristal líquido em Manaus. Hoje, a capacidade é de um milhão de unidades por ano. Bicudo quer chegar a 1,4 milhão de telas em 2011. Além de atender a demanda interna, a Philips do Brasil quer ser uma importante exportadora do equipamento, tomando um pedaço do mercado que cabe a filial chinesa. O duelo familiar passa também pelo mercado de lâmpadas. Para a filial brasileira, esta disputa ganhou mais importância após o fechamento da fábrica de lâmpadas convencionais em Mauá (SP). A briga interna agora é pela produção de luminárias fluorescentes. Até o próximo ano, o Brasil deverá ganhar sua primeira fábrica.
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