Apax quer pendurar a Probank no colar da Tivit - Relatório Reservado

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Apax quer pendurar a Probank no colar da Tivit

  • 16/09/2010
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A compra da Tivit foi apenas o cartão de visitas. O fundo inglês Apax Partners guarda no bolso do colete um projeto ainda maior para o Brasil. Seu plano de voo passa pela montagem de um colar de ativos e sua posterior consolidação em uma grande empresa de TI. Os ingleses, que administram mais de US$ 50 bilhões em recursos, já saíram no encalço de novas aquisições. O nome de preferência do Apax é o da mineira Probank. No período de um ano e meio, a empresa passou por uma profunda reestruturação administrativa. As mudanças envolveram também a venda de 6% do capital para o fundo Winbros, que tem entre seus sócios Wilson Brumer. Em contato com o RR – Negócios & Finanças, o presidente da Probank, Lauro Nogueira, há um mês no cargo, negou qualquer conversa para a venda da empresa. A Tivit, por sua vez, não se pronunciou até o fechamento desta edição. Para o Apax Partners, comprar a Probank significa incorporar três empresas de uma só vez. Controlada pela família Esteves, a companhia reúne três negócios: a PSA, focada na integração de sistemas e venda de equipamentos; a PSC, fabricante de software; e a Via Telecomunicações. Tivit e Probank têm portfólios complementares, ainda que uma parte expressiva das operações das duas empresas esteja concentrada no segmento de terceirização de processos de tecnologia, conhecido como BPO. Com um faturamento superior a R$ 300 milhões em 2009, a Probank tem seu maior manancial no setor público. Mais de 80% da receita vêm de contratos com estatais. Na carteira de clientes, destacam-se a Caixa Econômica Federal e o Tribunal Superior Eleitoral a empresa é responsável pela manutenção de urnas eletrônicas. Um dado favorece a investida do Apax Partners. Mesmo com a recente reestruturação, a musculatura da Probank seria um impeditivo para saltos maiores, sobretudo em um mercado tomado pela consolidação de grandes prestadores de serviços. A expansão no Brasil e na América Latina é peça-chave na engrenagem do Apax Partners, fundo que, ao contrário da maior parte de seus congêneres, se destaca pela aquisição do controle de empresas e não apenas de participações acionárias. A área de TI responde por quase 30% dos recursos administrados pelo private equity. Entre outras empresas, o fundo controla a Smart Technologies e a TDC.

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