Embraer faz seus últimos voos na China - Relatório Reservado

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Embraer faz seus últimos voos na China

  • 17/03/2010
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É cada vez mais insustentável a permanência da Embraer na China. O Conselho de Administração da companhia deverá se reunir até junho para deliberar sobre o futuro da fábrica, localizada na região de Harbin. O próprio presidente da empresa, Frederico Curado, seria o principal defensor do fechamento da unidade industrial e do fim da joint venture com a estatal Commercial Aircraft Corporation of China (Cacc). Para todos os efeitos, o principal motivo do recuo é o fraco desempenho da operação. A fábrica chinesa tem apenas dez pedidos em carteira e não há perspectivas de encomendas até o meio do ano. No entanto, o grande detonador do negócio são questões de ordem política. O governo chinês tem barrado os pedidos de licença da Embraer para a produção de novos modelos. Já há sinalizações de que a empresa não terá autorização para fabricar em Harbin aviões de médio porte, com capacidade para até 110 assentos. Sua produção local está restrita ao ERJ-145, para 50 passageiros. De sócio, o governo da China se revelou o grande adversário da Embraer. Com a crise econômica e seus efeitos sobre o setor de aviação, passou a obstruir o desenvolvimento de novos modelos da companhia como forma de privilegiar os fabricantes locais, a começar pela própria Cacc. A grande aposta comercial da empresa é um modelo para cem passageiros, concorrente direto dos chamados e-jets da Embraer.

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