Coppel define seu plano de voo no varejo brasileiro - Relatório Reservado

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Coppel define seu plano de voo no varejo brasileiro

  • 11/01/2010
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Ao mesmo tempo em que a Elektra, de Ricardo Salinas, dá sinais de que está desligando as turbinas no Brasil, outra rede varejista mexicana faz o caminho oposto. Até o fim de fevereiro, a Coppel vai apresentar oficialmente seu projeto de entrada no país. O investimento inicial será superior a R$ 120 milhões. As três primeiras lojas vão ser abertas até abril. O mais provável é que todas fiquem na Grande Curitiba. Uma delas, no centro da capital paranaense, terá quase cinco mil metros quadrados. No ano passado, executivos da Coppel chegaram a se reunir com o prefeito Beto Richa, quando manifestaram a intenção de se instalar na cidade. Desde já, o Paraná também sai na frente para receber o primeiro centro de distribuição que a Coppel vai construir no Brasil, investimento estimado em cerca de R$ 50 milhões. Entre consultores, empresas de engenharia e escritórios de advocacia, o grupo mexicano já teria contratado cerca de 20 empresas para dar suporte a  sua entrada no mercado brasileiro. A operação da Coppel no Brasil vai seguir um modelo similar ao usado no México. O portfólio incluirá eletrodomésticos, móveis, artigos para o lar e vestuário. As vendas serão focadas nas classes B, C e D. A partir de Curitiba, a companhia pretende ampliar suas operações para outras localidades da Região Sul, especialmente Porto Alegre. O próximo passo deverá ser a Região Sudeste. O plano de voo original previa uma atenção maior ao Nordeste, mas o desembarque na região se dará de forma mais cautelosa. A mudança de rota se deve a  experiência da Elektra, maior concorrente da Coppel no México. A empresa desembarcou no Nordeste brasileiro com o projeto de abrir 1,5 mil lojas em cinco anos ? 50 delas até o fim de 2009. Até o momento, no entanto, inaugurou apenas 18 pontos de venda no país. Escaldada pelo tropeço da Elektra, a Coppel quer escapar da concorrência com as pequenas redes regionais, bastante tradicionais no Nordeste. Por ora, também não é o momento de se confrontar com as grandes redes nacionais que vêm aumentando seus investimentos na região, caso, principalmente, da dobradinha Ponto Frio/Casas Bahia.

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