Arquivos CGU - Relatório Reservado

Tag: CGU

Destaque

Efeito Lava Jato: a suspeição generalizada de indicados a cargos públicos

13/01/2026
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No limite, não existirá mais ninguém no Brasil apto a ocupar cada um dos quase 50 mil cargos da gestão federal. De ministros de Estado a assessores comissionados, passando por presidentes e diretores de estatais, autarquias, agências reguladoras etc, há um crescente e perigoso processo de estigmatização de nomes designados para postos na administração pública direta e indireta. O tema tem sido objeto de discussão na Casa Civil e na CGU, que se dividem nas atribuições técnicas e jurídicas relacionadas ao preenchimento de funções na esfera federal – da concentração das indicações à análise de antecedentes, passando pela definição das normas e orientações e pela fiscalização do cumprimento dos critérios legais e de integridade. O que se vê hoje, e que se pode denominar Efeito Lava Jato, é uma caça às bruxas institucionalizada que tem criado embaraços em sequência tanto para quem escolhe quanto para quem é escolhido. Trata-se de um estado permanente de suspeição. A pergunta que se apresenta, e para qual parece não haver resposta, é: Como encontrar nomes sem qualquer “impedimento” ou “conflito de interesses”?
O problema não é novo. Mas parece que, desde o regime militar, quando a indicação de cargos para a tecnocracia e a fiscalização da lisura dos escolhidos estavam entregues à lupa e ao tacape do SNI, a proliferação de associações de menções e fatos negativos aos nomes do Executivo parece estar virando norma. É bem verdade que a internet tem tido um papel fundamental no emporcalhamento de reputações. Ela incinera candidatos a cargos públicos antes mesmo de uma eventual indicação. Google e IA tornaram-se instrumentos de uso recorrente quando esse é o objetivo. A investigação isenta tem se restringido à mídia. Mesmo assim, a própria imprensa, baluarte do legítimo levantamento de dados, volta e meia se confunde com pesquisas feitas por robôs. Como separar o joio do trigo? Essa é a questão sem respostas na área de informações do governo, na Casa Civil e na CGU.
Há 83 milhões de ações em andamento no Judiciário brasileiro; 18 mil julgamentos em aberto no STF; o TCU soma por ano mais de cinco mil processos de controle apreciados de forma conclusiva; a CVM profere decisões sobre aproximadamente 800 processos administrativos sancionadores por ano; o CARF carrega mais de 70 mil recursos pendentes; a Aneel emite algo como de 1,5 mil decisões colegiadas anualmente; o BNDES tem um estoque de mais de 150 mil clientes, entre empresas e projetos com financiamentos ativos. Por trás dessa numeralha de trâmites, há sempre uma figura em comum: o servidor público, em seus mais variados níveis hierárquicos.
Nesse descomunal emaranhado de fios públicos e privados, como escolher para o STF um nome que, seja por prestação direta de serviços, seja por consanguinidade, vínculo familiar ou relação pessoal, jamais em tempo algum tenha sequer triscado em alguma parte com ação na Corte? Como achar para o CARF um tributarista que nunca tenha chegado perto de uma empresa com pendências tributárias e contestações ao órgão? Como indicar para o colegiado da CVM um advogado, economista ou qualquer outro profissional que jamais tenha tratado de qualquer tema de interesse de companhias abertas? Como peneirar para a ANAC alguém que não tenha na sua lista de contatos nenhum nome ligado ao setor aéreo? Como indicar um diretor para o Banco Central sem qualquer experiência junto ao setor financeiro? Levado ao extremo, esse patrulhamento excessivo já deixou há muito de ser instrumento de rigor, controle e salvaguarda para se tornar um óbice estrutural à montagem de quadros qualificados, com prejuízo para o próprio serviço público. O resultado é um paradoxo institucional: quanto mais notória a reputação e mais reconhecido o saber técnico de um profissional, maior a probabilidade de que ele seja descartado por já ter transitado — legitimamente — pelos mesmos ambientes que hoje se pretende regular, julgar ou administrar. Ao criminalizar a trajetória, o sistema empobrece suas próprias escolhas e acaba penalizando a coisa pública, que se vê privada justamente de quem reúne capital técnico, densidade intelectual e compreensão real dos setores sob sua responsabilidade.

#CGU #TCU

Política

Bolsonaristas querem colocar ministro da CGU no “banco dos réus”

26/04/2024
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Informação que corria ontem, no início da noite, em um concorrido gabinete da Câmara: o PL – que também pode ser chamado de PB, Partido do Bolsonaro – vai apresentar um requerimento de convocação do ministro da CGU, Vinícius Carvalho. A oposição quer espremê-lo e fazer um suco político em cima da relação entre seu escritório de advocacia e a Novonor (ex-Odebrecht). Em matéria na semana passada, o Estado de S. Paulo revelou que o VMCA Advogados, do qual Carvalho é sócio, cuida do processo sobre o acordo de leniência da companhia no Cade. Assim que a notícia veio a público, o ministro soltou uma nota afirmando que não participa em ações que envolvam a Novonor e que está licenciado do escritório, hoje sob os cuidados de sua esposa. Ontem, em meio às articulações para a convocação do ministro de Lula, uma língua ferina do PL lembrava, a título de provocação, que a firma de advocacia de Adriana Ancelmo ganhou montanhas de dinheiro quando Sergio Cabral, então, seu marido governava o Rio de Janeiro. “Mas Cabral não tinha nada a ver com isso. Quem tomava conta do escritório era sua esposa”.

#CGU #Jair Bolsonaro #PL

Fiscalização

CGU faz varredura em contratos de publicidade do governo

17/01/2024
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Com discrição, a Controladoria Geral da União iniciou um inventário que pode dar pano para manga. A CGU está mergulhando em todos os contratos fechados pela área de comunicação do governo federal – administração direta e indireta – no último ano do governo Bolsonaro. Segundo fonte da própria Controladoria, há indícios de favorecimento a determinadas empresas. Umas das denúncias que chegou à CGU é de que o CEO de uma agência com diversos contratos com a esfera federal atuou, digamos assim, como uma espécie de adviser da elaboração dos editais de concorrência.

Consultada pelo RR, a CGU respondeu que “não comenta sobre a eventual existência ou inexistência de investigações antes de sua conclusão”.

#CGU #Governo Federal #publicidade

Investigação

Obra do governo Bolsonaro cai na malha fina do TCU

28/08/2023
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Mais uma na conta do governo Bolsonaro: a AGU vai solicitar ao Tribunal de Contas da União a abertura de um processo para investigar o contrato de construção de uma ponte entre Porto Xavier (RS) e San Javier, na Argentina. O acordo entre o DNIT e a Coesa, antiga OAS, no valor de R$ 220 milhões. A operação já é objeto de um processo na Controladoria Geral da União. A CGU investiga irregularidades no modelo de contratação, feita por dispensa de licitação. A operação foi fechada no apagar das luzes da gestão Bolsonaro, no fim de outubro, poucos dias do segundo turno das eleições.

#AGU #Bolsonaro #CGU #Tribunal de Contas da União

Justiça

Barragem no Rio Grande do Norte cai na malha fina do TCU e da CGU

14/12/2022
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O TCU e a CGU estão investigando possíveis irregularidades na construção da Barragem de Oiticica, no Rio Grande do Norte. A obra se arrasta há nove anos, quase metade desse período durante o governo Bolsonaro. Nos bastidores, o Ministério do Desenvolvimento Regional e o governo do Rio Grande do Norte. Enquanto isso, a construtora EIT, responsável pelo projeto, cobra do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), vinculado à Pasta, mais um aditivo no contrato – seria o 13º. A previsão é que a barragem fosse entregue até o fim de 2022, mas informações já colhidas pelo TCU e pela CGU apontam que as obras devem durar pelo menos mais um ano. De 2019 até agora, ou seja, durante a gestão Bolsonaro, o governo federal repassou R$ 293 milhões para a construção da barragem.  

#CGU #Ministério do Desenvolvimento Regional #TCU

“Decreto do dedo duro”

4/05/2022
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O Centrão trabalha para derrubar a proposta apresentada por Paulo Guedes à CGU, que prevê a divulgação dos nomes dos responsáveis por indicações para cargos no Executivo Federal – chamada nos corredores do Congresso de “decreto do dedo duro”. O Centrão já levou essa também.

#CGU #Paulo Guedes

“Minis CGU” viram mico no governo

18/03/2022
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O plano do governo de instituir “unidades de integridade” em todos os ministérios esfriou. Até o momento, a estrutura, uma espécie de “mini CGU” específica para cada Pasta, só foi implantada nos Ministérios da Saúde e da Agricultura. E, ainda assim, há pressões da tecnocracia para que ambas sejam extintas, medida que, no caso da Pasta da Saúde, contaria com o apoio do ministro Marcelo Queiroga. Há críticas ao excesso de rigor imposto pelas “unidades de integridade” e ao expediente de abertura de inquéritos administrativos em demasia.

#CGU #Marcelo Queiroga #Ministério da Saúde

O Rosário de Bolsonaro

12/07/2021
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O chefe da CGU, Wagner do Rosário, está cotado no Palácio do Planalto para assumir a vaga no TCU caso o ministro Raimundo Carreiro confirme a decisão de antecipar sua aposentadoria. O único senão é que Rosário seria uma indicação da cota pessoal do presidente Jair Bolsonaro. Ou seja: seria um cargo a menos para Bolsonaro “transacionar” com o centrão.

#CGU #TCU

Guerra dos “Us”

16/11/2020
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Ao contrário do TCU, CGU e AGU já saíram em socorro de Ricardo Salles. Os dois órgãos entendem que a contratação de militares para cargos de chefia do Ibama foram legais, diferentemente do parecer do Tribunal de Contas.

#AGU #CGU #Ricardo Salles #TCU

Condomínio de malfeitos

16/03/2020
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Mais de 50 funcionários e ex-funcionários da OAS já aderiram ao acordo de leniência firmado entre a empreiteira e a CGU. Nenhum deles precisará delatar uma vírgula; está tudo dentro do combo: a construtora pagará R$ 1,9 bilhão para purgar os malfeitos do passado.

#CGU #OAS

Museu da Quinta

26/04/2019
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Os governos federal e do Rio de Janeiro discutem ações emergenciais para acelerar obras de manutenção e restauro de bens históricos do estado. O Rio é hoje o maior motivo de preocupação no Iphan. Segundo auditoria da CGU, 12 locais foram classificados como ponto elevado de atenção quanto ao atual nível de preservação. Entre os quais estão o Museu de Arte Sacra, o Palácio do Itamaraty e a Igreja de Santa Teresa, todos com pedido de tombamento protocolado no Iphan.

#CGU #Iphan

Pelo jeito, ninguém se entende

1/02/2019
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A política pública de segurança pública começa a bater na porta do gabinete do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Relatório da CGU apontou que “encontra-se desalinhada” com a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social a estratégia de aquisição de equipamentos para os estados, via BNDES – que tem uma linha de crédito própria de cerca de R$ 22 bilhões. Para os técnicos da controladoria, portanto, “ainda não se pode dizer que há um denominador comum de governança nessa área”.

#CGU #Sérgio Moro

Leniência da SBM sob interrogação

15/01/2018
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O acordo de leniência da holandesa SBM, uma das empresas fisgadas pela Lava Jato, com o Ministério da Transparência (CGU) sofreu contra-tempos. A assinatura deveria ter ocorrido em dezembro, mas o prazo foi postergado para o fim deste mês. Ao contrário do que diz publicamente, a CGU recuou alguns metros após a nova ação de improbidade administrativa contra a SBM, movida pelo Ministério Público Federal. O processo foi aberto com base na delação do próprio ex-presidente da companhia no Brasil, Julio Faerman, que relatou pagamento de propinas para executivos da Petrobras.

#CGU #Lava Jato #SBM

O downgrade de Imbassahy

23/11/2017
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Antônio Imbassahy vai aceitar a nova missão, como um bom soldado, mas trata a transferência para a Secretaria de Direitos Humanos ou o Ministério da Transparência como um downgrade. Especialmente no segundo caso. Com
o esvaziamento da Lava Jato, a antiga CGU tornou-se objeto de decoração na estrutura de governo. Prova disso que é o cargo é ocupado há seis meses por um ministro interino, Wagner de Campos Rosário, que ninguém sabe qual apito toca. Imbassahy teme que a mudança o arremesse na penumbra política até abril, reduzindo seu poder de fogo para concorrer ao governo da Bahia.

#Antonio Imbassahy #CGU

Leniência em dose tripla

2/08/2017
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A OAS está em negociações com a CGU e o Ministério Público para um acordo de leniência referente à construção do Arco Metropolitano do Rio – mais uma obra com o selo do governo Cabral. A empreiteira já sacramentou sua confissão de culpa no âmbito do Cade, no processo que investiga a formação de cartel no empreendimento. A OAS confirma o acordo com o Cade, mas não se pronuncia sobre a CGU e o MP.

#CGU #Ministério Público #OAS

Acervo RR

Angra 3

11/04/2017
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A Engevix ainda tenta uma última cartada para fechar um acordo de leniência com o Ministério da Transparência, antiga CGU, e evitar o carimbo de “inidônea”. Vai ser difícil.

#CGU #Engevix

Angra 3

11/04/2017
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A Engevix ainda tenta uma última cartada para fechar um acordo de leniência com o Ministério da Transparência, antiga CGU, e evitar o carimbo de “inidônea”. Vai ser difícil.

#CGU #Engevix

Leniência

7/03/2016
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 O que se diz nos corredores da Lava Jato é que a Galvão Engenharia está prestes a assinar um acordo de leniência com a Controladoria Geral da União (CGU). Procurada, a empresa nega.

#CGU #Galvão Engenharia #Lava Jato

Em breve

1/02/2016
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 Faltam filigranas para a construtora UTC sacramentar o acordo de leniência com a CGU. O anúncio deve sair esta semana.

#CGU #UTC

Acervo RR

Dose dupla

13/08/2015
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A UTC, do delator Ricardo Pessoa, está em avançada negociação para fechar um acordo de leniência com a CGU.

#CGU #Ricardo Pessoa #UTC

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