Arquivo Notícias - Página 125 de 1964 - Relatório Reservado

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Há “química” entre Donald Trump e Claudio Castro?

29/10/2025
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No Itamaraty e no Palácio do Planalto, há preocupação com a possibilidade de qualquer manifestação vinda de Donald Trump em relação à megaoperação policial no Rio de Janeiro. O temor é que uma eventual fala de Trump sobre o assunto seja interpretada de uma maneira negativa para o governo Lula. Um exemplo: qualquer declaração poderia ser um presente para a extrema direita e a claque bolsonarista, afônica, quase em silêncio, por conta da “química” entre Trump e Lula. A agenda em questão e o timing aumentam a probabilidade do presidente norte-americano chamar o assunto para si. A violenta operação no Rio coincide com os ataques dos Estados Unidos no Caribe e no Pacífico a embarcações supostamente carregadas de drogas. Ressalte-se que o Palácio Guanabara já emitiu sinais à Casa Branca. Há oito meses, o governo do Rio encaminhou um relatório ao governo norte-americano apontando o Comando Vermelho como uma organização internacional com características de grupo terrorista. Ontem, o próprio Castro referiu-se aos alvos da operação da Polícia como “narcoterroristas” – como bem pontuou a colunista Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico, um discurso que “mimetiza” a Casa Branca. 

#Claudio Castro #Donald Trump

Itamaraty mobiliza embaixador na ONU após nota sobre operação no Rio

29/10/2025
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O chanceler Mauro Vieira foi encarregado da missão de convocar o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio França Danese, para que preste explicações à agência multilateral sobre o morticínio ocorrido na cidade brasileira mais conhecida do mundo.  A ONU divulgou nota se dizendo “horrorizada” com a operação no Rio. Para efeito externo, o governo brasileiro fere direitos humanos, é assassino e usa práticas ineficientes contra o crime que assola o país. Os resultados são mais mortes, mais mortes e mais mortes. Caberá a Danese cavar um espaço para dar as explicações do governo brasileiro. A recomendação ao embaixador do Brasil na ONU é que consiga extrair do Alto Comissariado de Direitos Humanos da entidade algum pronunciamento capaz de reduzir, ainda que minimante, o tom da nota divulgada. O risco é que a situação trágica do Rio assuma um papel de maior preponderância entre os temas que serão discutidos na COP 30. 

#Itamaraty #ONU #Rio de Janeiro

Brasília e Rio blindam Forças Armadas da tragédia na segurança pública

29/10/2025
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Na conversa entre o ministro Rui Costa e Claudio Castro ficaram acertados dois pontos cruciais dos discursos do governador e do presidente Lula ou qualquer representante que venha a vocalizar o governo central. O primeiro deles, não mencionar em qualquer hipótese a possibilidade de intervenção federal, prevista na Constituição em situações como essa. Até porque a medida implicaria a substituição temporária no comando do estado na segurança pública. O segundo ponto, de acordo com uma alta fonte do governo federal, é evitar ao máximo a citação às Forças Armadas, especialmente ao nome dos comandantes militares. Essa última recomendação foi seguida à risco no caso da explicação sobre a requisição de uso dos blindados da Marinha, encaminhada, em janeiro, ao ministro da Defesa, José Mucio. Ao menos por ora, o projeto é sumir com os militares da tragédia no Rio. 

#Forças Armadas #Rio de Janeiro

O dia em que o Rio bateu a Faixa de Gaza

29/10/2025
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Até o momento, Lula não se manifestou sobre a megaoperação operação policial e a barbárie registrada ontem no Rio. O presidente deverá se pronunciar ao longo da tarde, após reunião agendada com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Além das nuances políticas em torno do assunto, o cuidado do Palácio do Planalto se explica também pela repercussão do episódio no exterior. Desde ontem, a Secom monitora a cobertura da mídia internacional sobre o tema. As cenas de guerra no Rio eclodem a menos de duas semanas da abertura da COP30, que trará ao Brasil autoridades de mais de uma centena de países. No Planalto, há também uma preocupação em aquilatar o impacto do episódio sobre a imagem do próprio presidente da República, que acaba de regressar de sua viagem à Ásia, trazendo a reboque a exitosa reunião com Donald Trump. O estrago na imprensa estrangeira foi grande. Levantamento feito pelo RR em mais de 2.600 veículos jornalísticos de 190 países aponta 27.721 menções à tragédia entre às 10h30 de ontem e às 12h30 de hoje (horário de Brasília). Em média, são mais de 145 citações por país ou dez registros por publicação. Significa dizer que, no intervalo de tempo analisado, a mídia internacional produziu 1.066 reportagens por hora sobre a violência no Rio de Janeiro. Talvez tenha sido o dia em que a “Cidade Maravilhosa” eclipsou a Faixa de Gaza e a Ucrânia no noticiário. Uma catástrofe! 

#Operação Policial #Rio de Janeiro

O que Claudio Castro não disse (e não deveria mesmo dizer)

29/10/2025
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Em sua entrevista coletiva concedida há pouco, o governador Claudio Castro procurou claramente manter a firmeza diante da operação policial da véspera e de todas as cenas de violência na cidade do Rio. Castro afirmou que diversos governadores ligaram para ele, nas suas palavras parabenizando-o pela ação e oferecendo ajuda. O que Castro não revelou é que os telefonemas trataram, principalmente, da necessidade ou não de cooperação para “bloquear” as fronteiras. Nas conversas, os governadores manifestaram preocupação com o risco de que fugitivos da megaoperação policial no Rio, notadamente lideranças do Comando Vermelho, se bandeiem para outros estados. Da mesma forma, os chefes de governo externaram a Castro o receio de que esses bandidos contem com o apoio de células da própria facção ou de outras organizações criminosas fora do Rio. Nos contatos, alguns dos governadores mencionaram a intenção de fortalecer o policiamento na entrada dos estados, manifestando até mesmo a possibilidade, no limite, de instalar barreiras de contenção para dificultar o eventual fluxo de criminosos.  

Quando perguntado sobre a hipótese de envio de forças de segurança adicionais, Castro disse que não precisa de mais soldados, mas, sim, de recursos para intensificar as ações contra o crime. Um dos grandes desafios neste momento, entre tantos, é evitar o retorno dos criminosos fugitivos às áreas alvo da operação de ontem. É sintomático também que o governador tenha afastado a possibilidade de repetir experiências já fracassadas de ocupação. Esse é um campo minado. Além do fiasco das UPPs, outra forma de ocupação de áreas conflagradas no Rio foi um insucesso ainda maior. A intervenção federal de 2018 não teve o efeito esperado – e contribuiu, inclusive, para macular a reputação das Forças Armadas. Ainda que a operação tenha sido feita no governo Temer, esse é um assunto que remete ao maior aliado de Castro, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Não custa lembrar que o comando da ação militar no Rio ficou a cargo do general Braga Netto, ministro da Casa Civil e candidato a vice de Bolsonaro em 2022. Entre o dito e não dito, o que ficou subentendido nas entrelinhas é que a guerra está longe de terminar. Vem mais por aí. 

#Claudio Castro #Rio de Janeiro

Governo pode usar Bolsa Família como instrumento de pressão para tributação de bets

29/10/2025
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Como suplantar o lobby das bets no Congresso? Essa é a pergunta que tem sido feita dentro do próprio governo. O Palácio do Planalto discute maneiras de enredar os parlamentares e forçar a aprovação do aumento da tributação sobre as casas de apostas. Uma das ideias que ganha corpo é atrelar parte do gravame a benefícios sociais, notadamente o Bolsa Família. Ou seja: destinar obrigatoriamente uma parcela dos recursos arrecadados com a taxação das bets ao programa. O intuito principal é criar um gatilho com apelo político suficiente para constranger os parlamentares às vésperas de um ano eleitoral. Votar contra a elevação do imposto sobre as plataformas de bets seria votar contra os quase 20 milhões de famílias beneficiárias do programa. Na ala política do governo, não faltam vozes, especialmente os ministros Rui Costa e Gleisi Hoffmann, que defendem essa aposta contra a “banca” do Congresso.
A indexação de parte da arrecadação com apostas ao Bolsa Família teria ainda serventias adicionais. Seria munição para o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, trabalhar na construção de narrativas favoráveis ao aumento da tributação sobre as bets. Seja pela comunicação oficial do governo, seja por caminhos à latere. Uma das ideias que espocam nas cercanias da Secom é estimular uma campanha contra as bets nas redes sociais, valendo-se de influenciadores alinhados ao governo. Os ingredientes para a “satanização” das plataformas de apostas estão sobre a mesa. Estudo divulgado recentemente pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) aponta que 63% dos apostadores tiveram parte da sua renda e do seu poder de compra comprometidos com as bets. Outros 19% reduziram a aquisição de alimentos e outros gêneros de primeira necessidade em supermercados. De acordo com levantamento da startup Loft, 13% dos inquilinos já atrasaram o pagamento de aluguel por conta dos gastos com apostas. Proliferam também estudos que relacionam o vício em bets a diversos tipos de doenças, aumento da violência doméstica, acidentes de trabalho, entre outras consequências.
Bater o tambor desses dados nas redes seria uma forma paralela de pressionar os parlamentares, criando uma ambiência para a aprovação do aumento da tributação. Sidônio Palmeira e sua equipe miram, sobretudo, nos evangélicos, um estrato do eleitorado com notório poder de influência sobre os congressistas. A resistência de caráter religioso tem sido a maior barreira, por exemplo, para a liberação dos cassinos no Brasil. Aliás, as bets têm se tornado um adversário das próprias igrejas neopentecostais. De acordo com pesquisa do PoderData, 41% dos evangélicos já fizeram apostas eletrônicas, número superior ao de católicos (34%). Ou seja: as bets são um inimigo em potencial do dízimo. Não é só o governo que tem preocupações arrecadatórias.
Mas toda aposta tem risco. E, nesse caso, ele não é pequeno. Dentro do próprio governo há quem pondere que a vinculação do aumento do imposto sobre as bets ao reajuste do Bolsa Família pode ser um tiro pela culatra. A elevação do benefício traz a reboque a possibilidade de que esses recursos alimentem as apostas eletrônicas. Em agosto de 2024, o Banco Central divulgou um relatório indicando que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões com bets, ou seja, 21,2% dos recursos distribuídos pelo programa no mesmo mês. Outra pesquisa do PoderData mostra que 26% dos cadastrados no Bolsa Família contraíram dívidas por conta de apostas. Não quer dizer que o governo está condenado a nunca mais aumentar os pagamentos do programa pelo risco de os recursos serem canalizados para apostas. A questão é atrelar uma coisa à outra, isto é, a taxação das bets à distribuição de recursos para o programa social. O que está em disputa é um jogo de narrativa. Um passo em falso e o governo poderá ser acusado de ter estimulado as apostas ao dar dinheiro de forma indiscriminada. E a probabilidade desse efeito colateral não é pequena. Nesse caso, até mesmo o aumento da taxação – e o governo, ao que parece, não abre mão dele – é um movimento de risco. Afinal, na conta de quem as plataformas de bets vão jogar esse custo tributário? Apostar vai ficar mais caro. São pesos e contrapesos que entram na balança do governo.
Em tempo: em meio à batalha do governo para aumentar a taxação sobre as bets, causa estranheza o ruído provocado pela Caixa Econômica. Consta que Lula vai se reunir nos próximos dias com o presidente do banco, Carlos Vieira, para cobrar explicações sobre o plano da CEF de criar sua própria plataforma de apostas. Há um quê de teatro na irritação presidencial. Vieira fala publicamente do projeto há mais de um ano e não consta que até então tivesse sido interpelado por Lula. Mas a aposta de ontem talvez não valha mais hoje. A impressão que se tem é que, neste momento, Vieira tomou decisões sem consentimento de instâncias superiores e sem assuntar as medidas em discussão no governo.

#Bets #Bolsa Família

Família Coelho Diniz molda Pão de Açúcar a sua imagem e semelhança

29/10/2025
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A saída de Marcelo Pimentel da presidência do Grupo Pão de Açúcar, anunciada na semana passada, é apenas a ponta do iceberg. A família Coelho Diniz, que se tornou a maior acionista da companhia, prepara outras mudanças. No mercado, há informações de que o clã busca um nome para assumir a área financeira. Curiosamente, no momento o CFO do Pão de Açúcar, Rafael Russowsky, acumula interinamente o cargo de CEO. Os Coelho Diniz planejam ainda uma reestruturação operacional, com o fechamento de lojas e o reposicionamento das bandeiras do grupo. No front financeiro, existe, desde já, pressão dos acionistas para que a gestão agilize metas de desalavancagem e reduza custos fixos. O GPA vai rever contratos de locação e redimensionar negócios com baixo retorno de capital. No varejo digital, há informações no setor de que os Coelho Diniz pretendem impulsionar o marketplace e os negócios de e-commerce, relegando parte da ênfase das lojas físicas para canais de alto crescimento — proporcionalmente, com um volume menor do capex para expansão da rede física. No mercado, existe o entendimento de que, nos últimos anos da gestão Casino, o Pão de Açúcar perdeu competitividade frente a players digitais.

#Pão de Açúcar

EPR acelera em direção à Rodovia Fernão Dias

29/10/2025
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A EPR, leia-se Equipav e Perfin Investimentos já fez chegar ao ministro dos Transportes, Renan Filho, o interesse em disputar a licitação da Rodovia Fernão Dias, a BR-381, marcada para 11 de dezembro. Na Pasta, a expectativa é que a Arteris, atual concessionária, também entre no leilão. Terá de confrontar o poder de fogo da EPR. Em três anos, a empresa arrematou sete concessões rodoviárias, com investimentos obrigatórios somados da ordem de R$ 51 bilhões. A mais recente delas foi o Lote 4 de rodovias do Paraná, adquirido em leilão no último dia 23. O que se ouve no setor é que a EPR mantém conversas com o BNDES em torno de um novo financiamento, que daria suporte à investida sobre a Fernão Dias. Em janeiro deste ano, a companhia fechou um empréstimo de R$ 6,4 bilhões com o banco para investimentos em rodovias no Paraná.

#EPR

Harvest AgTech aduba startups agrícolas no Brasil

29/10/2025
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O Harvest AgTech, programa criado nos Estados Unidos para financiar startups do agronegócio, está garimpando projetos no Brasil. Os aportes iniciais deverão ser realizados no primeiro semestre do ano que vem. Na partida, o fundo dispõe de US$ 60 milhões. O que se diz no mercado é que um terço desse valor será destinado à América Latina, com ênfase no Brasil. Por trás do Harvest AgTech estão pesos-pesados do venture capital, como o banco norte-americano Wells Fargo e o The Yeld Lab Latam, que congrega recursos de grandes grupos empresariais, como a Nestlé e a mexicana Bimbo. Além de capital, as startups apoiadas pelo programa receberão suporte técnico e validação científica em parceria com centros de pesquisa norte-americanos, como a North Carolina Plant Sciences Initiative e a University of California Agriculture & Natural Resources.

#Harvest AgTech

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