Arquivo Notícias - Página 126 de 1964 - Relatório Reservado

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Iguá revê planejamento financeiro de sua concessão em Sergipe

28/10/2025
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Os executivos da Iguá estão debruçados sobre o orçamento da concessão de saneamento de Sergipe, arrematada em setembro de 2024. A ordem é refazer contas, revisar o plano de investimentos e cortar custos no limite do limite. O que se diz no setor é que, entre os principais acionistas da companhia – as canadenses CPP Investments e AIMCo (Alberta Investment Management Corporation) -, há, inclusive, uma dose de arrependimento pela entrada na licitação. O entendimento é que a Iguá foi com muita sede ao pote e acabou pagando um prêmio exageradamente elevado no leilão, vis-à-vis o retorno do investimento. O incômodo dos acionistas deixou marcas a olhos vistos. Essa teria sido a gota d’água para a saída de Roberto Barbuti do cargo de CEO da Iguá – o executivo René Silva entrou em seu lugar no último mês de agosto. Procurada pelo RR, a empresa não quis se pronunciar.

#Iguá

Tensão militar na América do Sul reaviva urgência de investimentos na área de Defesa

28/10/2025
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Os Altos-Comandos militares discutem a necessidade premente de rearmamento das Forças Armadas, como a única resposta possível e responsável do governo brasileiro diante das crescentes tensões entre Estados Unidos, Venezuela e Colômbia. O entendimento é que o Brasil precisa dar uma firme demonstração de poderio regional e de preservação da sua soberania. Os militares trabalham com senso de urgência e consideram que o governo, inclusive, já deveria ter iniciado negociações com fabricantes internacionais de equipamentos antes dos sucessivos sinais de alerta que chegam das franjas do território brasileiro. A América do Sul desponta como um front nevrálgico da disputa geopolítica entre Estados Unidos e China. As Forças Armadas não têm dúvidas de que Venezuela, Colômbia, Bolívia, Argentina e demais vizinhos estão na mira norte-americana pelos mais diferentes fatores: matérias-primas estratégicas, crime organizado/narcotráfico, controle de infraestruturas-chave – como portos, usinas de geração de energia, data centers etc. -, segurança cibernética, rotas comerciais, entre outros.
Rússia vs. Ucrânia, Israel vs. Hamas, Estados Unidos vs. Venezuela… Em maior ou menor dimensão, entre tiros disparados e escalada de ameaças, são tempos bélicos. Esse contexto só aumenta a urgência do Brasil reforçar seu aparelho dissuasório. A defesa do território é a essência da soberania nacional. Trata-se da verdadeira missão das Forças Armadas – e não das atribuições diversionistas que volta e meia tentam lhe impor a sua revelia, como a atuação na segurança pública. A preservação da soberania se aplica às diferentes formas de invasão e captura de espaços territoriais, da mais clássica às realizadas amiúde. É inadmissível, por exemplo, que o Brasil seja uma plataforma global de distribuição de drogas produzidas em países vizinhos. Não deixa de ser uma maneira de ocupação por “forças externas” e de atentado à soberania.
Entre 2000 e 2010, os investimentos do Brasil na área de Defesa mantiveram-se em um média de 1,5% do PIB. Desde então, têm se esfarelado ano a ano. Em 2025, devem ficar em torno de 1% do PIB, segundo dados do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI). Será o menor patamar da série histórica do SIPRI, iniciada em 1949. Esse índice representa menos da metade da média global, de 2,4% do PIB. E há um agravante adicional: da soma de dispêndios orçamentários com Defesa, cerca de 90% são consumidos com custeio – um terço do total com despesas de pessoal. Ou seja: apenas 10% de um valor já modesto são, de fato, canalizados para investimentos em armamentos e modernização tecnológica.
Some-se a isso outro fator preocupante. Que o Brasil fique longe das grandes potências militares não chega a ser nenhuma surpresa. O problema é que, em termos proporcionais, o país vem sendo sobrepujado por outras nações da América do Sul – na Defesa territorial, a maior ameaça potencial é sempre o vizinho na parede ao lado. A Colômbia, por exemplo, destina as suas Forças Armadas o equivalente a 3,4% do PIB. Uruguai, 2,3%. O Equador, 2,2%. A Bolívia, 1,4%. Já a Venezuela tem números declinantes: em grave crise econômica, seus gastos militares correspondem hoje a 0,5% do PIB – em 2017, chegaram a ser de 2,2%. Diante de todas as circunstâncias e dos números, o diagnóstico é incontroverso: o Brasil precisa subir o calibre dos investimentos em Defesa. A questão é a de sempre: de onde tirar o dinheiro? Há uma PEC em tramitação no Congresso, de autoria do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que propõe um piso obrigatório de 2% do PIB do ano anterior para o Ministério da Defesa. Essa é a solução que parece feita sob medida para não solucionar. A PEC apenas criaria mais uma amarra em um orçamento já vestido e revestido de camisas de força. Tampouco é o caminho desejado pelos próprios militares. Tudo o que os Altos-Comandos menos querem é cair no alçapão do orçamento e ter que se sentar com os parlamentares ano a ano para barganhar verbas. A saída mais exequível – e premente – é usar recursos extraorçamentários, que não fossem contabilizados para efeito de meta fiscal, evocando-se uma situação de excepcionalidade. No último dia 22, o Senado aprovou o Projeto de Lei Complementar 204/2025, que prevê o repasse às Forças Armadas de R$ 5 bilhões por ano fora do limite de gastos orçamentários. Trata-se de um valor ínfimo vis-à-vis as necessidades da área de Defesa: a cifra equivale a 6,5% das despesas anuais apenas com o pagamento de pessoal (ativa, reserva e pensionistas), que somaram R$ 77 bilhões no ano passado. É preciso mais. O Artigo 167 da Constituição prevê a abertura de crédito extraordinário “para atender a despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública”. A urgência do cenário geopolítico está posta, assim como as condições constitucionais para o governo fazer o que deve ser feito. As Forças Armadas brasileiras precisam ser, de fato, as mais bem armadas forças da região.

#Forças Armadas

Andrade Gutierrez ganha salvo conduto para obras públicas em Minas

28/10/2025
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A Andrade Gutierrez está formalmente liberada para disputar obras públicas em Minas Gerais. O “nada consta” veio na esteira da retomada do acordo de leniência com o governo do estado, que havia sido suspenso pela gestão Romeu Zema no ano passado. É uma história de idas e vindas e com perguntas ainda sem resposta. O motivo para o rompimento do acordo nunca ficou muito claro – o governo mineiro alegou atrasos no pagamento das parcelas a título de indenização, o que a empreiteira nega. Da mesma forma, ainda são insondáveis as razões que levaram a gestão Zema a revalidar o compromisso. Oficialmente, a justificativa apresentada foi “fatos novos” e “interesse público”. Talvez os “fatos novos” em questão passem pela disposição do governo mineiro de retomar uma série de obras paradas. Afinal, 2026 é ano de eleição, e operários e máquinas em movimento sempre são um trunfo eleitoral. De acordo com um relatório do TCU, há 874 obras paralisadas no estado. Ao que tudo indica, a alforria veio em hora oportuna para a Andrade Gutierrez.

#Andrade Gutierrez

WEG põe eletricidade no projeto de internacionalização da Tupi Mob

28/10/2025
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A entrada da WEG Motores no capital da Tupinambá Energia vai representar o passaporte da companhia para o exterior. A empresa, mais conhecida como Tupi Mob, tem planos de entrar em outros países da América do Sul, a começar por Argentina, Colômbia e Chile, o que deve ocorrer no primeiro semestre de 2026. Há também estudos de mercado para atuar na Europa. A Tupi Mob desenvolve softwares e serviços para gestão de redes de recarga de veículos elétricos. Ao comprar a participação da Raízen, por R$ 38 milhões, e assumir o controle acionário, com 54%, a WEG devolveu à startup o que ela já não tinha mais: um sócio disposto a aportar recursos. Em notória crise financeira, há muito que a joint venture entre Cosan e Shell já tinha parado de colocar dinheiro na Tupi Mob. Do seu lado, a WEG avança no projeto de verticalização dos seus negócios em mobilidade urbana e veículos elétricos.

#Weg

Aprovada há um ano, Lei dos Bioinsumos ainda está no campo das intenções

28/10/2025
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Às vésperas da COP30, entidades do agronegócio pressionam o governo para que a regulamentação da Lei dos Bioinsumos saia ainda em 2025. Sancionada no fim do ano passado, a lei virou uma espécie de “marco imóvel”: está no papel, mas não anda. O Ministério da Agricultura promete ouvir “todos os segmentos” e abrir consulta pública, mas, na prática, a regulamentação empacou nos gabinetes de Brasília. Empresas, cooperativas e produtores reclamam que a falta de regras claras trava investimentos e emperra o registro de produtos que poderiam substituir agrotóxicos e fertilizantes importados. Nem mesmo a produção “on farm” — quando o agricultor fabrica o bioinsumo na própria fazenda — escapou da confusão normativa: ninguém sabe ao certo o que é permitido, o que depende de licença e o que pode gerar multa.
Há quem veja na demora do governo um sinal de resistência das velhas forças do agronegócio químico, ainda muito presentes em Brasília. O discurso da sustentabilidade contrasta com a lentidão da caneta. Enquanto isso, multinacionais do setor de biotecnologia avaliam reduzir o ritmo de aportes no país, e startups de bioinsumos relatam insegurança jurídica e dificuldade para acessar crédito.

#Bioinsumos

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