Arquivo Notícias - Página 124 de 1964 - Relatório Reservado

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Afinal, o que o Magazine Luiza está ganhando com a AliExpress?

30/10/2025
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O anúncio da parceria entre a Casas Bahia e o Mercado Livre colocou o Magazine Luiza na berlinda – vide a queda de 6% do papel em único pregão, na última quinta-feira. O mercado tem questionado o acordo similar firmado entre a rede de Luiza Helena Trajano e a chinesa AliExpress no ano passado. Aos olhos dos minoritários, o negócio tornou-se uma zona um tanto quanto cinzenta. Nas palavras do gestor de um fundo acionista do Magazine Luiza, os investidores se ressentem da escassez de informações acerca dos resultados da aliança, que envolve a venda cruzada de produtos nas duas plataformas de e-commerce. Há poucos dados disponíveis sobre fluxo de pedidos, participação do cross-border, volume de faturamento e até mesmo sobre o portfólio ofertado de parte a parte. No mercado, existe uma percepção de assimetria. A leitura é que o Magazine Luiza abriu sua vitrine e assumiu parte do ônus logístico do parceiro, sem comprovar o retorno. Já o AliExpress teria capturado tráfego e base local. O RR encaminhou uma série de perguntas ao Magazine Luiza, mas não obteve retorno.

#AliExpress #Magazine Luiza

Execução extrajudicial vs. legítima defesa

30/10/2025
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A cidade do Rio de Janeiro voltou a ser palco de violência extrema, estando nela envolvida a força pública de segurança, notadamente as polícias civil e militar.  

Estranho soaram, no entanto, as primeiras declarações do chefe do Poder Executivo estadual a mencionar que estamos vivendo “guerra ao narcotráfico”, certamente para justificar a quantidade de mortos, cerca de 100 ou mais, e procurando desde logo legitimar a operação policial.  

O certo é que não há guerra alguma, felizmente; esta só existe na mente insana de quem a concebeu.  

Vivemos, sim, e é bom insistir, sob o império das leis e do estado democrático de direito, e a ferocidade da ação policial deve ser analisada dentro da esfera legal.   

Não há solução fora da lei.  

Trazer o conceito de guerra para o debate talvez seja a forma mais simples de afastar responsabilidades de quem tem o dever de observar os direitos fundamentais de todos os moradores.  

Não podemos nos deixar enganar como alguns analistas que, à primeira vista, entendem que, se a maioria dos mortos for de “suspeitos” – a expressão está entre aspas, pois retirada de artigos – os homicídios se justificam.  

Não e não.  

Embora suspeitos fossem, não se pode aceitar que determinada operação policial possua credenciais para exterminá-los.   

Dentro da lei só há uma possibilidade para se entender como legítimas as tais mortes: se tiver ocorrido legítima defesa.  

Como, desgraçadamente, quatro policiais perderam a vida, em princípio pode-se aceitar a ideia de que tenha havido disparos contra os policiais e estes reagiram no pleno exercício de suas garantias físicas.  

Por outro lado, ainda à primeira vista, é difícil acreditar que a totalidade dos mortos estava em posição de beligerância relativamente aos policiais.  

Só a investigação isenta dos fatos poderá revelar em futuro breve a causa das mortes.  

Alguns pontos, no entanto, necessitam de apuração a começar pelas razões inspiradoras da chamada operação policial, que seria a execução de cerca de 100 mandados de prisão.  

A primeira observação é: mandado de prisão não é ordem judicial para matar.  

A segunda observação é: quem seriam os alvos dos mandados e se de fato foram presos, questão esta ainda não divulgada.  

Não se desconsidera o fato de que a pena de morte encontra defensores na sociedade, a começar pelos seguidores do ex-presidente da República, senhor Jair Bolsonaro, dentre eles o Governador do Estado do Rio de Janeiro.  

Mas mesmo quem defenda a instituição da pena de morte, necessário reconhecer que para a sua aplicação essencial é o devido processo legal, garantido o exercício pleno do direito de defesa e observadas as garantias constitucionais, dentre elas a de ser proferida sentença por juiz de Direito imparcial.  

A concretização, portanto, da pena capital, só através de sentença judicial proferida por quem tenha credencial institucional: juíza ou juiz de Direito.  

Nesse quadro, a discussão seria a forma de matar o condenado -guilhotina, fuzilamento, cadeira elétrica, injeção letal – e encontrar a pessoa do carrasco.

Fora disso, ingressamos em um mundo de barbárie no qual se reconheça como legítima a execução extrajudicial, que seria em essência a aplicação da pena de morte, só que sem o devido processo legal.  

E nessa última hipótese, não há lei, não há processo, não há juiz; somente existe o carrasco a desempenhar com fuzil no braço o papel que o estado de direito não lhe conferiu. 

Leonardo de Souza Chaves é Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e professor de Direito da PUC – RJ, colaborador especial do Relatório Reservado.

#Operação Policial #segurança

Na disputa pela Medley, Cimed pode receber novo aporte de capital

30/10/2025
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Há informações no setor farmacêutico de que João Adibe Marques, controlador da Cimed, está em conversações com o GIC, fundo soberano de Cingapura, em torno da possibilidade de um novo aporte de capital na companhia. Em março, os asiáticos montaram uma posição minoritária no laboratório. O tamanho da participação e o valor não foram oficialmente revelados, mas especula-se que o fundo tenha desembolsado algo em torno de R$ 1 bilhão para ficar com 12,5% das ações. Agora, qualquer semelhança entre a possível capitalização adicional da Cimed e as negociações para a compra da Medley não seria mera coincidência. Um movimento estaria indexado ao outro. A empresa da família Marques é uma das candidatas à aquisição da Medley, braço de genéricos da francesa Sanofi no Brasil. A nova injeção de capital do GIC – um potentado com quase US$ 1 trilhão em ativos – daria à Cimed a dosagem financeira necessária para a investida. No mercado, a Medley é avaliada em torno de US$ 500 milhões. Com o M&A, o laboratório de João Adibe Marques saltaria de R$ 2,7 bilhões para mais de R$ 4 bilhões em vendas e de R$ 630 milhões para quase R$ 850 milhões em Ebitda. O RR consultou a Cimed, mas não obteve retorno.
A disputa pela Medley é acirrada. Além da Cimed, outras sete empresas do setor farmacêutico manifestaram interesse na compra do laboratório. No meio dessa corrida, há, inclusive, um duelo consanguíneo. A União Química, controlada por Fernando Marques, tio de João Adibe Marques, figura entre os candidatos à aquisição. Por sinal, ambas parecem seguir a mesma bula. Assim como a Cimed, a União Química também busca uma capitalização em mercado. A companhia contratou o UBS BB com o objetivo de levantar cerca de R$ 1 bilhão mediante a venda de parte do seu capital – conforme informou o Pipeline, do Valor Econômico, no último dia 28.

#Cimed #Medley

Multilaser vai à Justiça contra multa do Carf

30/10/2025
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O RR apurou que a Multilaser pretende recorrer à Justiça contra a decisão do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que confirmou autuações fiscais que somam cerca de R$ 1,1 bilhão. O julgamento, realizado no dia 15 de outubro, terminou empatado, com três votos favoráveis e três contrários à companhia, sendo decidido pelo voto de qualidade do presidente da turma. A penalidade decorre de questionamentos sobre o pagamento de tributos em operações de importação, envolvendo suposta subavaliação de preços de produtos eletrônicos. Ressalte-se que os processos estão marcados no balanço da Multilaser como perda “possível”, ou seja, abaixo da classificação “provável”. Procurada pelo RR, a empresa não se manifestou até o fechamento desta matéria.

#Multilaser

Quem vai tirar US$ 6 bilhões do bolso pelos ativos da Bamin?

30/10/2025
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Na Casa Civil, as declarações do presidente da Bamin, Eduardo Ledsham, afirmando que há outros três candidatos à compra dos ativos da empresa no Brasil, foram recebidas com uma certa dose de descrédito. A leitura é que o Eurasian Resources Group, do Cazaquistão, controlador da mineradora, dourou a pílula e lançou um “factoide” na tentativa de pressionar a Vale a assumir suas operações no país. O próprio ministro Rui Costa conhece do assunto como poucos. Costa está na linha de frente das negociações com o objetivo de convencer a Vale a ficar com a mina de minério de ferro da Bamin em Caetité (BA), além do projeto de construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). O governo aposta suas fichas de que dificilmente aparecerá um investidor disposto a tirar do bolso os US$ 6 bilhões necessários para colocar a Fiol nos trilhos e produzir minério em Caetité. Pela sua massa crítica, o negócio só faria sentido para a Vale.

#Bamin

Governo de São Paulo já tem prazo para concessão da Hidrovia Tietê-Paraná

30/10/2025
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O governo de São Paulo pretende conceder a Hidrovia Tietê-Paraná à iniciativa privada no primeiro semestre de 2026. A gestão Tarcísio de Freitas quer aproveitar o avanço das obras de derrocamento em Nova Avanhandava, já com mais de 80% de execução, para formatar o modelo de concessão, ainda a ser definido – pode ser uma PPP ou concessão administrativa. A ideia do governo é atrair operadores logísticos e investidores que já vêm ampliando presença na região. É o caso da Louis Dreyfus, que inaugurou um terminal em Pederneiras, e da MRS Logística, que estuda atuar com embarcações próprias. O projeto é visto pelo governo paulista como passo estratégico para integrar o sistema hidroviário paulista ao corredor de exportação do Centro-Oeste e reduzir a dependência de rodovias.

#Hidrovia Tietê-Paraná #São Paulo

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