O intrincado xadrez eleitoral de Romeu Zema

Política

O intrincado xadrez eleitoral de Romeu Zema

  • 27/03/2026
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Os encaixes e desencaixes estaduais estão influenciando consideravelmente as candidaturas presidenciais no campo da direita. Primeiro foi Ratinho, que deixou a corrida ao Palácio do Planalto em grande parte pelo receio de entregar de bandeja o comando da política no Paraná para Sergio Moro, com o risco adicional de fragmentação do seu grupo local.  Agora é Romeu Zema que enfrenta um dilema semelhante. Caso venha a concorrer à Presidência, Zema deixará o atual governador e seu ex-vice, Mateus Simões (PSD), em maus lençóis. Simões mantém uma relação de proximidade com o bolsonarismo. São milhões de votos que lhe interessam muito na campanha para a reeleição ao governo do estado. No entanto, se Zema lançar chapa própria para concorrer contra Lula e, principalmente, Flavio Bolsonaro, Simões ficará entre a cruz e a espada: como apoiar o ex-governador, seu aliado político, sem perder os votos do bolsonarismo? Como assegurar os votos do bolsonarismo sem cometer uma traição política a Zema? É uma equação difícil de ser resolvida. Na tentativa de colocar um pé em cada barco, não apenas Simões, mas o próprio Zema correm um risco político. Se o ex-governador disputar o Planalto, o clã Bolsonaro muito provavelmente despejará todo o seu apoio na campanha de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao comando de Minas Gerais. Nesse caso, Simões, que já está bem atrás nas pesquisas, não conseguiria mais virar o jogo. E Zema, a julgar pelas sondagens eleitorais, acumularia duas derrotas na mesma urna: a sua própria, na corrida à Presidência, e a do seu candidato no duelo pelo governo de Minas Gerais. Um dado que jamais pode ser ignorado: Minas é o grande espelho eleitoral do Brasil. Desde a redemocratização, todos os candidatos que venceram no estado foram eleitos presidente da República.

#Romeu Zema

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