Governo desata nó com chineses e destrava projeto de R$ 10 bilhões na Bahia

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Governo desata nó com chineses e destrava projeto de R$ 10 bilhões na Bahia

  • 22/05/2025
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Além dos acordos de R$ 27 bilhões anunciados na semana passada, o presidente Lula e sua comitiva voltaram de Pequim com o que parece ser uma solução definitiva para um imbróglio bilateral de razoável proporção. A CCCC (China Communications Construction Company) teria se comprometido a retomar em até dois meses as obras de construção da ponte de 12,4 km entre Salvador e Itaparica, um dos maiores projetos de infraestrutura do Nordeste.

As conversas com a CCCC foram conduzidas diretamente por Rui Costa, que se sentou à mesa com dois chapéus: o de ministro da Casa Civil e o de ex-governador da Bahia responsável pela licitação do empreendimento, em 2019. Durante a passagem de Costa por Pequim, o próprio Conselho do grupo chinês aprovou o aumento do investimento e as novas condições contratuais.

Em linhas gerais, as duas partes, o governo da Bahia e os chineses, pactuaram em seguir os termos de um acordo inicial firmado em fevereiro no âmbito do Tribunal de Contas do estado. Ficou acertado que o novo orçamento será de R$ 15 bilhões. O governo baiano vai aportar cerca de R$ 5 bilhões, seja por meio de recursos diretos, seja por intermédio de contrapartidas no contrato de concessão da ponte, de 35 anos.

O custo do empreendimento sempre foi o ponto mais sensível e causador de todo o imbróglio que levou à paralisação das obras. Inicialmente, o projeto foi orçado em R$ 5,3 bilhões. Em seis anos, quase triplicou. Em tempo: o acordo entre Brasil e China vai além dos 12,4 km que separam Salvador de Itaparica. Pode ser dizer que, simbolicamente, a sua extensão chega a dois mil quilômetros, a distância entre a capital baiana e São Paulo.

Ainda que de forma indireta, o governo de Tarcísio Freitas tem tudo para ser um dos beneficiados com a trégua bilateral. A CCCC desponta como forte candidata à construção do túnel entre Santos e Guarujá, um empreendimento estimado em R$ 6 bilhões. O leilão de concessão da obra está marcado para o dia 1º de agosto. No Palácio Bandeirantes, a participação da CCCC no certame vinha sendo tratada como uma incógnita. Os chineses condicionavam sua entrada no projeto à resolução do contencioso na Bahia. Ao que tudo indica, o nó foi desatado.

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