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Bancos entram na justiça contra plano de recuperação da Ambipar
Os principais bancos credores da Ambipar, entre os quais Santander, ABC Brasil e Sumitomo, estão se mobilizando para entrar na Justiça com o objetivo de brecar o acordo costurado pela companhia com os bondholders. As instituições financeiras alegam que a empresa desenhou um plano de recuperação judicial on demand, para atender aos interesses dos detentores de títulos no exterior, criando uma assimetria entre os credores. O ponto central é a Ambipar Response, a divisão de emergências ambientais e industriais, vista pelo mercado como uma joia do grupo. A nova versão do plano discutida com os bondholders envolve justamente a transferência do controle da Response aos credores externos, em troca de apoio para aprovar a reestruturação. Para os bancos, isso equivale a retirar do tabuleiro o ativo mais precioso da Ambipar antes que os demais credores tenham participação efetiva na divisão do espólio. O acordo com os bondholders ganhou força depois que um grupo com mais de 50% dos títulos firmou um acordo de vinculação de voto, modelo pouco usual no Brasil, para negociar em bloco e evitar a entrada de investidores oportunistas no mercado secundário. Na leitura dos bancos, a Ambipar estaria organizando uma saída em que os credores externos ficam com o miolo e os credores locais com a casca. A reação judicial deve explorar justamente esse ponto: tratamento desigual entre credores, concentração de valor nos bonds e risco de esvaziamento patrimonial da companhia. A disputa também carrega um histórico de desconfiança. Desde o início da crise, os bancos questionam manobras processuais da Ambipar, incluindo a escolha do foro da recuperação no Rio de Janeiro, embora a sede da empresa seja em São Paulo.
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