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Infraestrutura
A associação entre o Pátria Investimentos e o Silk Road Fund, anunciada no mês passado, não deve ficar restrita às rodovias. A gestora de recursos e o fundo chinês planejam, em um segundo momento, estender a parceria para outras investidas conjuntas na área de infraestrutura. Na mira, concessões de ferrovias e de portos. Do ponto de vista geoeconômico, seria mais um contundente movimento dos chineses no Brasil. São dois elos centrais da cadeia que interessa a Pequim no país: tirar commodities do interior e colocá-la no navio com o menor custo possível. No caso brasileiro, isso significa soja, milho, minério de ferro, celulose, carne, entre outros. A China não olha para esses ativos apenas como investimento financeiro. Olha como infraestrutura de segurança econômica. O Silk Road Fund foi criado pelo governo chinês com capital inicial de US$ 40 bilhões para financiar projetos ligados à Iniciativa do Cinturão e Rota, a Nova Rota da Seda, em infraestrutura, energia e recursos naturais ao redor do mundo. A América Latina entrou definitivamente nesse mapa. No Brasil, o fundo acaba de aparecer também na compra de participação indireta na Aliança Energia, joint venture da Vale com a Global Infrastructure Partners, e agora finca bandeira em rodovias paulistas por meio do Pátria – em maio, o Silk Road anunciou aporte de R$ 1,19 bilhão em um fundo de coinvestimento ligado à Eixo SP, concessionária de rodovias controlada pela gestora.
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