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A FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) vai passar de ano? Esta é a pergunta que tem sido feito no mercado diante do imbróglio judicial em torno da universidade. Há informações no setor de que a norte-americana Farallon Capital, controladora da empresa desde 2020, vem tentando passar o negócio à frente. A gestora, que administra cerca de US$ 40 bilhões em ativos, não está disposta a colocar dinheiro novo na universidade. Muito pelo contrário. A Farallon estaria sendo pressionada por investidores a se desfazer da participação. O problema é definir que pacote está sobre o balcão: uma rede de universidades com mais de 65 mil alunos e receita anual superior a R$ 300 milhões ou um castelo de areia que pode se esfarelar a qualquer momento. Com dívidas da ordem de R$ 240 milhões, a FMU enfrenta um turbulento processo de recuperação judicial. Há pouco mais de duas semanas, as famílias Alves da Silva e Fioravante, fundadoras da universidade, entraram na justiça requerendo a transformação do processo de recuperação judicial em falência. Os dois clãs, que venderam o controle em 2013, figuram entre os principais credores da empresa. São proprietários de 18 imóveis locados pela FMU. Os Alves da Silva e os Fioravante alegam que a universidade lhes deve mais de R$ 135 milhões em aluguel. Procuradas pelo RR, Farallon e FMU não retornaram.
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