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O Eataly Brasil enfrenta dificuldades por todos os lados. Há informações de atrasos a fornecedores, o que já estaria provocando a falta de produtos nos restaurantes e lojas do complexo gastronômico paulista. Para um negócio de varejo, o desaparecimento de mercadorias das prateleiras é quase como um tiro na jugular. Não custa lembrar que a empresa enfrenta uma ordem de despejo do imóvel que ocupa na Avenida Juscelino Kubitschek.
A Caoa Patrimonial, dona do imóvel, alega inadimplência no pagamento do aluguel. O Eataly, no entanto, se mantém no local por força de uma liminar. Há ainda um litígio com os proprietários da marca nos Estados Unidos. A franqueada brasileira perdeu o direito de usar o nome Eataly, e o caso é objeto de um processo de arbitragem.
Hoje, a gestão do negócio está nas mãos do fundo Wings. Até o ano passado, a operação brasileira pertencia à SouthRock, do investidor Ken Pope. O que explica muita coisa. A SouthRock detinha também a gestão do Starbucks e Subway no Brasil. Perdeu ambas e agora enfrenta um processo de recuperação judicial.
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